ARTES APLICADAS
A expressão Artes Aplicadas substitui, com vantagens, a largamente difundida por Artes Menores, a qual implicava numa hierarquia das artes ficando nos primeiros postos a Arquitetura, a Pintura e a Escultura, tidas artes como Artes maiores. Artes Aplicadas seria, então, aquelas, de algum modo ligadas à Arquitetura, à Escultura ou à Pintura, das quais são como que o complemento natural. Em verdade, as Artes Aplicadas tem muito em comum com a Escultura: seus produtos finais são sempre tridimensionais, e feitos até pelos mesmos processos que dão origem ás esculturas. Uma ânfora difere de uma escultura somente porque possui uma finalidade prática: um punho de espada é uma verdadeira escultura em redondo.
Também com a Arquitetura possuem as Artes Aplicadas afinidades: um contador, uma arca, são arquiteturas de interior. E o que é, afinal, a Arquitetura, senão uma das Artes Aplicadas, já que ela mesma possui uma função? A distinção entre as Artes Aplicadas é muito recente, e não data senão do século passado. Hoje, porém é sabido que a função não prejudica o conteúdo estético, pelo contrário: a função muitas vezes determina o conteúdo estético.
São classificadas Artes aplicadas: azulejo, cerâmica, cerâmica Pré-histórica Brasileira, cestaria, encardenação, esmalte clíptica, joalheria, marfim, mobiliário, numismática, ourivesaria, papel de parede, renda e bordado, tapeçaria, vitral.
Enciclopédia Barsa
Editor William Benton
Volume 16 página 105.
“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche
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Alexandre Fester.