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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arqueólogos acham mais antigo ateliê do planeta

Arqueólogos acham mais antigo ateliê do planeta Caverna na África do Sul abrigava "paletas" de tinta há 100 mil anos Tons de ocre podem ter servido para pinturas murais ou corporais e indicam mentalidade complexa nessa época

 Magnus Haaland/"Science"/AP
Vista do mar a partir do interior da caverna de Blombos 

 RICARDO BONALUME NETO DE SÃO PAULO

 O mais antigo ateliê de pintura da Terra foi achado em uma caverna sul-africana. Os pintores de 100 mil anos atrás eram fãs de uma tinta ocre, com tons que variam entre vermelho, marrom e amarelo, armazenada em "paletas" feitas de conchas marinhas. Os artistas primitivos usavam pigmentos de origem mineral e davam predileção a cores que, segundo as especulações dos pesquisadores, lembravam a vida cotidiana, seja pelo sangue das caçadas, seja pela fertilidade, ligada à menstruação no imaginário dos povos antigos.

 SEM FASE AZUL Teriam entendido plenamente o "período rosa" de pinturas do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), que durou de 1904 a 1906; não entenderiam, nem teriam como imitar, a "fase azul" anterior, por falta de pigmentos -ou talvez de interesse. Os pesquisadores associam a descoberta do antigo ateliê à própria evolução do pensamento humano. Pintamos, logo pensamos. O ocre está disponível em óxidos de ferro, no solo, e pode servir tanto para pinturas murais quanto corporais. A "tinta" seria até um primitivo protetor solar para a pele.

"A capacidade conceitual de amostrar, combinar e armazenar substâncias que aperfeiçoam a tecnologia ou as práticas sociais representa um marco na evolução da cognição humana complexa", escreveram os pesquisadores na edição de hoje da revista americana "Science". A equipe, liderada por Christopher Henshilwood (professor da Universidade de Bergen, Noruega, e da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul) encontrou o "ateliê" na caverna de Blombos, 300 km a leste da Cidade do Cabo. Francesco d'Errico, da Universidade de Bordeaux, na França, coordenou a datação do material encontrado por lá.

O ocre, as ferramentas de pedra para sua produção e as conchas foram achados já em 2008, mas desde então a equipe trabalhou para se certificar das datas. A análise do interior das conchas, onde a "tinta" ocre era misturada, revelou traços do que poderia ser a ação de dedos humanos durante o processo de preparar o produto para o uso.

Os pesquisadores identificaram dois "kits de ferramentas" usados para a produção da tinta. Pela ausência de outros tipos de detritos comuns em cavernas habitadas por seres humanos nessa camada, como restos de animais, eles especulam que um grupo de pessoas esteve ali "por um dia ou dois, no máximo", diz Henshilwood.

A caverna, cuja habitação começou há 140 mil anos, tem se revelado um grande tesouro de achados ligados à evolução cultural humana.


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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Formação Profissional de Arte-Educadores


Este curso tem como objetivo formar e atualizar profissionais ligados à área infantil, através de ações criativas, ampliando a visão da educação.
O curso FORMAE foi realizado de 1978 até 1995 no Atelier de artes Helio Rodrigues, quando era sediado em Botafogo.
A partir de 2004, passou a ser realizado no Anil em Jacarepaguá, com ampliação e revisão de conteúdos, além de práticas do ensino da arte melhor equipadas, na ampla área especializada que constitui o atual atelier. O escultor e arte-educador Helio Rodrigues reestruturou este curso na intenção de fornecer conteúdos teóricos e práticos como suporte criativo-psico-educacional que ajudarão no desenvolvimento das crianças de 2 a 14 anos.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desenvolvimento e Crescimento Humano.

Para Torrance as curvas de desenvolvimento para a maioria das capacidades nas quais estão incluídas o pensamento criador parecem que seguem um esquema bastante diverso de outros aspectos do desenvolvimento e crescimento humano. Por isto, acrescenta, é importante que os educadores e pais conheçam as características por nível de idade e que procedimentos podem ser seguidos que ajudam na ampliação do pensamento e ação criadora.

- Do nascimento até os dois anos de idade – Principia a desenvolver-se a imaginação. A criança pergunta o nome das coisas e tenta reproduzir sons e ritmo. Discrimina as rotinas cotidianas e tem expectativa ante feitos especiais. Possui grande curiosidade e necessidade de exploração ambiental.

- Dos dois aos quatro anos de idade – Durante este período a criança aprende sobre o mundo através da experiência direta repetindo-a nos seus jogos verbais e imaginários. Gosta das maravilhas da natureza. Desenvolve o senso de autonomia e deseja fazer as coisas por si. A curiosidade se mantém viva e formula perguntas sobre todas as coisas. Continua possuindo uma enorme vontade de explorar e conhecer que pode tornar-se relevante, se os adultos aceitarem e a estimularem.

- Dos quatro aos seis anos de idade – A criança típica, desta idade, possui boa imaginação. Aprende as habilidades de planejar pela primeira vez. Tem satisfação antecipada em prever os seus jogos e tarefas. Adquire, nestes momentos, especial importância a aprendizagem de papéis adultos e os jogos são verdadeiras imitações da vida. Estamos na fase da pré-escola e parece que o papel do adulto torna-se relevante para que a criança consiga melhores desempenhos e confiança em si mesma. Esta é a opinião de Hildebrand.

- Dos seis aos oito anos de idade – Gloton e Clero dizem que nesta faixa de idade a criança tem uma necessidade crescente que a leva a atividades de destreza e utilização descobrindo utensílios e instrumentos. O Valor dos materiais adquire também importância básica. Temos o começo da habilidade dominada e a utilização das primeiras descobertas.

- Dos nove aos onze anos de idade - Diminui a vontade de jogar, transformando-se em necessidade de agir. Há uma tendência para a construção de objetos pessoais. A curiosidade continua sendo permanente e cresce o desejo de informação e realização.

- A partir dos doze anos – O pré-adolescente e adolescente tratam de integrar-se à vida adulta com as conseqüentes crises e medos de fracassar, tendo uma problemática de identidade. Existe uma sensibilidade mais apurada em ambos e as realizações intelectuais, bem como, a curiosidade criativa se evidenciam de forma notória.



“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”.Nietzsche


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Imagem no Ensino da Arte - Ana Mae Barbosa



Imagem no Ensino da Arte, A
Anos Oitenta e Novos Tempos
Barbosa, Ana Mae
Na primeira edição de A Imagem no Ensino da Arte, Ana Mae Barbosa, ao tratar da questão do aprendizado da história da arte – nos esclarece Imanol Aguirre Arriaga, em seu arguto prefácio a esta edição –, já fazia valer a necessidade de um relato que abrisse espaço à contextualização econômica, política e social, contrapondo-se a uma concepção linear da história interessada apenas na evolução das formas artísticas através do tempo. O objetivo de sua proposta era formar o critério dos espectadores, neste caso das crianças, a fim de propiciar-lhes a compreensão dos códigos regentes, aos quais só uma elite cultural e social tinha acesso. A Proposta Triangular surgia assim, no panorama da educação brasileira como uma trama bem definida, que ao longo dos anos seria revista e polida, quer pelas circunstâncias, quer pela própria experiência.
O pensamento de Ana Mae Barbosa é tão sugestivo quanto inovador, na medida em que rompe com os modos formalistas e filolinguísticos imperantes na época. Desde logo, era possível divisar em sua proposta a disposição para conectar-se com outras visões, igualmente propensas à ideia de “obra aberta” e, por aí, expandir-se no sentido de uma semiótica cultural da leitura da arte, cujo nexo se faz perceptível sob o prisma da educação, concebida com o ensejo de libertação dos extratos menos favorecidos, convertendo-se, assim, em poderoso fator operativo da alfabetização cultural. Deste modo, o que podia ficar relegado à condição de uma atividade a mais, como era então usual em uma concepção disciplinar da educação artística, transpôs as fronteiras endogâmicas das artes e se colocou a serviço de uma pedagogia inclusiva e libertadora.
Tais são os aspectos que tornam A Imagem no Ensino da Arte, nesta nova edição, revista pela autora, referência obrigatória para quem dedica sua reflexão aos problemas da educação no Brasil de hoje e para quem aplica o seu trabalho neste campo.


Ana Mae Barbosa:
Ou como Navegar entre a Fidelidade a um Ideário
e a “Incessante Busca de Mudança” –
Imanol Aguirre Arriaga ... XI

Proposta ou Abordagem Triangular:
Uma Breve Revisão ... XXV

1. Situação Política do Ensino da Arte no Brasil no
Fim dos Anos de 1980 ... 1
2. Situação Conceitual do Ensino da Arte no Brasil:
Os Anos de 1980 e Expectativas para o Futuro ... 9
3. A Importância da Imagem no Ensino da Arte:
Diferentes Metodologias ... 27
4. Arte/Educação no Museu de Arte Contemporânea
da usp: Um Estudo de Caso ... 91
5. Leitura da Obra de Arte ... 105
6. Situação Política e Conceitual do Ensino da Arte
nos Estados Unidos no Fim da Década de 1980 ... 129


Bibliografia ... 145



Vocês são realmente excepcionais! A gente que lida com arte que passamos por diversos tipos de exposições, o resultado do que eu falo ou faço é proporcional a participação de vocês. Alexandre Fester


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trabalhos