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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ensinar o Desenho?

Ensinar o Desenho?

“Os desenho infantis são, portanto, palavras; ao desenhar, a criança expressa (coisa bem diferente do que sua inteligência ou seu nível de desenvolvimento mental: uma espécie de projeção da sua própria existência e da dos outros, ou melhor, da maneira pela qual se sente existir, e sente os outros existirem)1. Eis porque a psicologia projetiva, por exemplo, utiliza muito os desenhos das crianças, como objetivos nos quais é possível ler uma personalidade; sabe-se que diversos testes são elaborados a partir desta hipótese. Quem ensina desenho pode, é certo, tirar disso um considerável proveito.”

Loui Porcher, livro Educação Artística Cap. 5 “O desenho”página 108
1. Anzieu, D., Les méthodes projectives, Ed. P.U.F., Paris, 1960.


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Arte - Por que estudar?

Arte
Por que estudar?

Mas que importância ela tem para a sua vida?
Esta pergunta tem muitas respostas. Uma delas foi formulada pelo filósofo alemão Nietzsche. Há mais de 2,5 mil anos, os gregos produziram na arte, literatura, ciência e filosofia uma grandiosa coleção de obras-primas, que estabeleceu os padrões de nossa cultura.

Nietzsche dizia que o povo grego era marcado por uma grande sensibilidade ao sofrimento e, ao mesmo tempo, tinha um grande talento artístico. Por isso, Para tornar a vida mais intensa e alegre, os gregos criaram a arte da aparência e da beleza.

Os gregos acreditavam que a beleza era uma mistura de harmonia, ordem e proporção. Por isso, eles construíram uma civilização sustentada no equilíbrio. O ideal de vida era a moderação. “Nada em demasia” – era uma idéia que servia de contraponto à violência dos instintos e paixões.

Mas depois de muitos anos cultuando a beleza, os gregos perceberam que as perdas e as dores não poderiam ser evitadas para sempre. Negar o sofrimento é negar a própria vida.

O teatro, no Ocidente, nasceu da tragédia grega. Sófocles, Ésquilo e Euripides foram os principais autores trágicos. Eles criaram tramas que até hoje são adaptadas para o teatro, cinema e a TV.

Em 1987, Dias Gomes adaptou para a novela “Mandala” a história de Édipo que, sem saber mata o pai, se casa com a mãe e fura os próprios olhos, como punição.

As tragédias gregas, como “Antígona”, representam as desgraças mais terríveis que se pode viver. As grandes questões da vida, que permanecem ao longo dos séculos, são discutidas em cena: a relação do homem com o tempo, a morte, a lei, com as suas paixões.
Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível, e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão, do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte, nos deixa comovidos.

Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte nos deixa comovido.

A gente só é capaz de se comover com a própria dor quando aprende a se distanciar dela. A arte cria este afastamento. Numa peça ou filme, por exemplo, você chora pelo herói, fica arrasado, mas na verdade, você está sentado numa cadeira. E o ator não está sofrendo de verdade. É um jogo.


“Se você dá o grito, se você dá o tiro em cena, se você fala maldita, você cura a platéia de ter que dizer isso na casa dela, de ela ter que ferir alguém, de ela ter que atirar em alguém”, diz a atriz Christiane Torloni.

Por tudo isso, a função da tragédia grega era, para Nietzsche, produzir alegria. Ao contrário do que parece, quando o homem se relaciona com a dor, por meio da arte, ele se fortalece. A tragédia é uma afirmação da vida.

“O artista é aquele que pula o abismo pela platéia”, define Torloni.
“Se ao artista vive a dor que tem que ser vivida, ele é o antídoto da dor no peito na platéia", diz Christiane Torloni.
O homem precisa de algum conhecimento para sobreviver. Para viver, ele precisa de arte.

Resumo do Texto Retirado do "quadro - Ser ou Não Ser - O papel da arte " exibido pela rede Globo no Fantástico.


"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."
(Mahatma Gandhi)


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terça-feira, 27 de julho de 2010

Introdução

A grande diversidade de significados atribuídos ao vocábulo “Arte” sempre mostrou o desejo do homem de esclarecer o que parece ser uma atividade humana universal.
A Educação Artística propõe crias nos indivíduos não só aptidões artísticas especificas, mas sobretudo um desenvolvimento global da personalidade, através de formas, atividades expressivas, criativas e sensibilizadores.
A Educação Artística deve merecer, de sua parte, uma atenção e dedicação especial, pois através dela podemos estar compreendendo e aprendendo a Arte como importante meio de comunicação e expressão.
Através dela, podemos também desenvolver o senso estético, o aspecto físico, intelectual, emocional e perceptivo, criando a habilidade de discriminar cor, forma, dimensão, espaço e harmonia, adquirindo assim o hábito de disciplina e concentração no trabalho individual e em grupo.
A Arte é o resultado da produção natural do homem, na qual os materiais se encaixam harmoniosamente para demonstrar a sua expressão. Trata-se de uma atividade enriquecedora e construtiva, sendo um importante instrumento de transmissão de valores culturais.
Em várias partes do mundo a Arte vem sendo utilizada como uma forma de expressão que proporciona ao indivíduo uma melhor qualidade de vida, cidadania e humanização, ampliando assim a sua cultura.
De caráter universal, a Arte é cada vez mais um direito de todos e um ponto em comum entre as pessoas, independente das classes, no mundo todo.
A Arte é um dos elementos mais ricos e significativos da produção humana.



Alexandre Fester.




Vocês são realmente excepcionais! A gente que lida com arte que passamos por diversos tipos de exposições, o resultado do que eu falo ou faço é proporcional a participação de vocês. Alexandre Fester


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