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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Convite: Semana de Arte Moderna - 90 anos

Pagu, Elsie, Tarsila, Anita, Eugenia



Exposição Coletiva
Semana de Arte Moderna - 90 anos

abertura: 11 / 02 das 15hs às 19hs

Atila Fragozo
Carlos Thaga
Ceres Panicucci
Cláudio Gonçalves
Cláudio Saes
Fátima Marques
Jô Guimarães
João Livra
José Francisco Abreu
Koz Palma
Lilian Canever
Mari Dias
Regina Leopardi
Sergio Cajado
Tamara Faifman
Titina Corso
Vera Cavallari
Vitangelo Paolucci

curadoria: Carmen Pousada

exposição: de 11 / 02 a 03 / 03
seg a sex das 10 às 20hs
sab das 10 às 19hs

Rua Fradique Coutinho 798, Vila Madalena
São Paulo - SP
(11) 38153800


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Novo livro quer alavancar Tarsila do Amaral ao cenário global

12/12/2011 - 08h47
Novo livro quer alavancar Tarsila do Amaral ao cenário global

SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

Ela era a "cabrita selvagem", que corria entre cactos e pedras na fazenda dos pais no interior paulista. Depois, sofreu uma "metamorfose" e passou a "brilhar nos salões parisienses". Vestida pelos melhores costureiros, causava "frisson" nas rodas da "fina flor da intelectualidade".

É uma Tarsila do Amaral ambiciosa, forte e sedutora que emerge das páginas de sua nova biografia, livro lançado na semana passada que narra os chamados melhores anos de sua vida --a década de 1920, em que viveu entre uma São Paulo que se modernizava e uma Paris tomada pelas vanguardas estéticas.

Filha de fazendeiros abastados, nascida no fim do século 19 e morta em 1973, a artista que virou ícone do modernismo brasileiro, com telas como "Abaporu" e "Antropofagia", já foi alvo de amplos estudos, mas é a primeira vez que uma obra centra esforços em destrinchar a "aura" de Tarsila do Amaral.

Divulgação
Autorretrato de Tarsila do Amaral em 1923

Esse culto à personalidade começa já na capa do volume escrito pela historiadora Maria Alice Milliet. No lugar de um quadro icônico, está lá a fotografia do rosto da artista.

"Ela usava esse coque, o cabelo muito esticado, preso atrás, com grandes brincos. A sobrancelha é muito delineada, afinada, e a boca é quase um coração", descreve Milliet. "Essa é a estética das mulheres famosas da época, ela cria um figurino."

E o figurino se estende aos autorretratos que ela fez. Seguindo conselhos do poeta Blaise Cendrars, amigo que levou a artista ao seio da sociedade intelectual de Paris, Tarsila construiu uma imagem perfeita para atrelar à sua obra e se firmar no meio.

"É uma coisa moderna essa ideia de ter uma imagem acoplada ao que você faz, seus autorretratos eram rótulos, ícones, quase cartazes", afirma Milliet. "Ela usou isso como veículo de uma grife."

Numa dessas telas, aliás, Tarsila se retrata com um vestido vermelho desenhado por Jean Patou, o queridinho das expatriadas em Paris --ela usou a peça num jantar em homenagem a Santos Dumont.

CENA INTERNACIONAL

Tarsila já nos primeiros anos de carreira tinha plena consciência do estrondo que sua obra viria a causar e usava isso a seu favor. Sabia também vender a grife que encarnava, chamando amigos como Picasso, Léger e Brancusi para feijoadas e caipirinhas em seu endereço parisiense.

No novo livro, essas relações têm peso estratégico, já que a missão declarada da obra é alavancar Tarsila para o plano internacional em tempos de explosão da arte brasileira no exterior.

Milliet, que escreveu o livro por encomenda de herdeiros da artista, compara Tarsila à diva inconteste da arte mexicana Frida Kahlo e gasta fartas páginas estreitando os laços dela com colegas europeus, do naïf Henri Rousseau ao cubista Fernand Léger e cartazistas soviéticos.

"Está na hora de fazer um aprofundamento das relações internacionais de Tarsila", diz Milliet, que pretende traduzir o livro para o inglês. "Ela tem gabarito para estar na cena internacional. A Frida Kahlo só tem o nome que tem por causa de um esquema de marketing brutal."

Nessa mesma pegada, herdeiros de Tarsila também querem aproveitar a Copa e a Olimpíada que estão por vir no Brasil para organizar mostras da artista para o público internacional, que deve abarrotar museus do país.

TARSILA
AUTORA Maria Alice Milliet
EDITORA M10
QUANTO R$ 300 (276 págs.)


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Eliseu Visconti – A Modernidade Antecipada

Abertura 
ELISEU VISCONTI – 
A MODERNIDADE ANTECIPADA

Gigante da pintura e exímio decorador ganha mostra


A obra “Maternidade”, de Eliseu Visconti, integra a retrospectiva em cartaz na Pinacoteca

       Visconti não foi apenas um pintor. Seus trabalhos extrapolam a técnica tradicional - sobre tela, com uso de tinta a óleo-e ganharam destaque em outras superfícies: estudos para cartazes, vinhetas, tecidos, cerâmicas, vitrais e selos.
       Na exposição “Eliseu Visconti – A Modernidade Antecipada”, que estréia amanhã (dia 10) na Pinacoteca, o público pode conferir a estética do autor italiano (1866-1944), radicado no Brasil, que mistura os resquícios do impressionismo brasileiro com o estilo “art nouveau”.
       Com curadoria de Rafael Cardoso e Mirian Serafim, as cerca de 250 obras em cartaz, produzidas entre 1890 e 1940, compõem um recorte expressivo de sua produção.
       Com narrativa cronológica, a retrospectiva é dividida por períodos e temas. Destaque para as obras “Gioventù” e “Sonho Místico”, esta última pertence ao Museu de Belas Artes do Chile e vem ao Brasil pela primeira vez.
        Responsável pelo desenho do pano de boca, do teto e das pinturas no “foyer” do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Visconti, segundo o curador Rafael Cardoso, “estava em compasso com as correntes artísticas mais avançadas, desde a década de 1890, muito antes daquilo que consideramos ‘arte moderna’ no contexto brasileiro”.

Pinacoteca – pça. Da Luz, 2, Bom Retiro, tel. 3324-1000. Ter.a dom.: 10h ás 17h30 (c/ permanência até as 18h). Abertura 10/12. Até 26/02/2012. Livre. Ingr.: R$ 6 (grátis p/menores de seis, maiores de 60 anos, e Sab.). Ingr.combinado: R$ 6 (Estação Pinacoteca e Pinacoteca do Estado). CC: M e V. Estac. grátis.



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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Exposição de Portinari ganha dia gratuito no MAM

01/08/2011 - 10h47

 As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações


Exposição de Portinari ganha dia gratuito no MAM

As exposições "No Ateliê de Portinari" e "Um Outro Lugar" terão entradas gratuitas aos sábados, a partir de 6 de agosto. O horário de visitação é das 10h às 17h30, de terça-feira a domingo.

"No Ateliê de Portinari", que fica em cartaz até 11 de setembro, traz obras de formação do grande pintor brasileiro, em disposição na grande sala do museu.

Divulgação
Obras de Candido Portinari agora podem ser vistas gratuitamente aos sábados no MAM, até 11 de setembro

Apreendendo o período que vai de 1920 a 1945, a mostra conta com pinturas, desenhos e estudos, como o do mural que Portinari pintou para a Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington, nos Estados Unidos.

Já "Um Outro Lugar" discute, por meio das obras expostas, a substituição do idealismo utópico por uma visão cotidiana e sutil das "ideias possíveis". Também com duração até 11 de setembro, a mostra acontece na sala Paulo Figueiredo.

De terça a sexta e aos domingos, o ingresso das exposições é R$ 5,50.

Recentemente, o Museu de Arte Sacra também anunciou que aos sábados a visita seria gratuita.

Informe-se a exposição "No Ateliê de Portinari"

MAM Ibirapurea - Grande Sala - av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, zona sul, São Paulo. Tel.: 0/xx/11/5085-1300. Ter. a dom.: 10h às 17h30.


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qual o tamanho de portinari?

Qual o tamanho de portinari?

Os painéis "Guerra" e "Paz", feitos pelo pintor paulista para a sede da ONU, em Nova York, serão restaurados em ateliê aberto, no Rio de Janeiro, a partir do mês que vem. A iniciativa reacende uma questão: como a crítica e o mercado veem o artista hoje?
por Gisele Kato


Cada um dos paineis da obras mede 14 m de altura. Já a estatura do artista, segundo a crítica, diminuiu com os anos

No dia 6 de setembro de 1957, os painéis Guerra e Paz, produzidos pelo paulista Candido Portinari (1903-1962) entre 1952 e 1956, foram finalmente instalados na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. As obras monumentais, medindo cada uma cerca de 14 m de altura por 10 m de largura, e doadas pelo Brasil à ONU, são indicativas do prestígio que o pintor desfrutava na época. Portinari encarnava o que de mais próximo o país teve de um "artista nacional", com um currículo que se estendia por trabalhos em diversos edifícios públicos, uma vasta literatura a seu respeito, exposições e prêmios ao redor do mundo, incluindo duas participações na Bienal de Veneza, em 1950 e em 1954. Portinari também possuía trânsito livre com o todo-poderoso das artes no período, o filantropo norte-americano Nelson Rockefeller, e uma forte atuação política. Ele era o nosso Diego Rivera, o muralista que virou personalidade no México na mesma época.


A admiração por Portinari era tamanha que o governo brasileiro nem titubeou quanto à escolha do nome que poderia ocupar o espaço no prédio da ONU, como apontam os documentos históricos. A idolatria brasileira, no entanto, encontrou a frieza internacional na inauguração dos painéis em Nova York. Os registros revelam que, no dia, não havia nenhum artista, crítico de arte ou mesmo jornalista presente à cerimônia. O próprio Portinari, já com a saúde bastante debilitada por causa de uma intoxicação com as tintas que usava nas telas, não foi oficialmente convidado para a ocasião - muito provavelmente por causa de sua candidatura a deputado federal em 1945 e a senador em 1947 pelo prescrito Partido Comunista - e morreu sem ver suas criações montadas nos Estados Unidos.


No Brasil, Guerra e Paz foram exibidos uma única vez antes de embarcar para o exterior, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1956. No mês passado, as obras voltaram à capital fluminense graças a uma iniciativa do Projeto Portinari, coordenado pelo filho do artista. Durante a reforma na sede da ONU, João Candido Portinari ficará com a guarda dos trabalhos, sob a condição de devolvê-los restaurados em agosto de 2013. O custo da empreitada, estimado em 6,5 milhões de reais, será bancado pelo BNDES. As 28 placas de madeira, pesando 75 kg cada uma- que constituem os dois painéis -, serão tratadas por uma equipe de 16 profissionais em um ateliê aberto ao público no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, de fevereiro a maio deste ano. Na sequência, as obras, juntamente com cerca de 100 estudos, de um total de 180 feitos pelo pintor, devem cumprir um roteiro de exposição que inclui a Oca, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Museu da Paz, em Hiroshima, no Japão, e o Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA. Com toda essa visibilidade, uma pergunta impõe-se neste momento: Portinari pode ainda ser apresentado como o grande "artista nacional"? Qual seu tamanho em termos de mercado e avaliação crítica, na arte brasileira?


Se ele chegou a experimentar a unanimidade em vida, com elogios rasgados por parte de intelectuais como Mário de Andrade e Mário Pedrosa, a partir dos anos 60 essa aclamação vai se diluindo, à medida que surge uma nova geração de artistas, voltada para uma produção não figurativa. Os concretos, liderados por nomes como Geraldo de Barros (1923-1998) e Luiz Sacilotto (1924-2003), e os neoconcretos, representados por Lygia Pape (1927-2004), Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980) e Franz Weissmann (1911-2005), entre outros, começaram a questionar a valorização atribuída a Portinari até então. Se na visão de Mário de Andrade ele foi o "mais moderno dos antigos", os jovens o tinham como retrógrado. Nesse sentido, o artista de Brodósqui exemplifica bem como a história da arte vai sendo construída ao longo dos tempos. As interpretações atribuídas pelos estudiosos a determinados criadores muitas vezes variam ao longo dos anos, obedecendo aos interesses e valores de cada fase. Na década de 1960, a popularidade do figurativismo de Portinari era uma ameaça à linguagem geométrica que se anunciava como proposta dominante.


VOLPI E TARSILA FORAM MAIS LONGE


Não só isso. O pintor paulista chegou a sofrer a influência das correntes modernas europeias, principalmente o cubismo e o expressionismo. Sua formação tradicional, no entanto - ele estudou na Escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro -, sempre se mostrou muito forte em sua obra. "Portinari foi acima de tudo um grande desenhista. Conhecia muito bem o corpo humano. Na Academia, fazia desenhos de modelos nus e esse aprendizado, a técnica, é visível em seu trabalho", diz a historiadora Maria Alice Milliet, que atualmente dirige a Fundação José e Paulina Nemirovsky, em São Paulo. Um bom exemplo ocorre na Série Bíblica, datada de 1942 a 1944, que faz uma referência explícita a Guernica, concluída pelo espanhol Pablo Picasso (1881-1973) em 1937. Diferentemente do que ocorre com Picasso, que compõe os personagens de forma radical em seu retrato de um dos mais violentos bombardeios da Guerra Civil Espanhola, Portinari distorce suas figuras de maneira superficial. Ele mantém os traços puros, apenas recobrindo-os com uma trama geométrica. O crítico Rodrigo Naves enxerga essa estratégia inclusive nos painéis Guerra e Paz: "As faixas de luz sobre as figuras dão uma impressão cubista, mas, com calma, olhando de perto, percebe-se que tudo está no seu devido lugar".


Portinari não desfruta mais do prestígio que tinha nos anos 50, mas não se pode falar no modernismo brasileiro sem mencioná-lo. Mais do que isso: há três pintores fundamentais para a arte no país entre as décadas de 1920 e 50: Tarsila do Amaral (1886-1973), Alfredo Volpi (1896-1988) e Candido Portinari. O pintor dos temas sociais, que soube adequar como ninguém sua produção à arquitetura dos locais que ocupou, é presença obrigatória em qualquer coleção de arte moderna do Brasil. Mas perdeu parte de seus defensores por não ter inovado artisticamente, ao contrário dos outros dois artistas da mesma época. Tarsila revolucionou a pintura, sobretudo em sua fase dita antropofágica, no fim dos anos 20, em telas como Abaporu e O Ovo, ambas de 1928, quando suas formas orgânicas cresceram e ganharam contornos fantásticos, que a aproximaram do surrealismo. Volpi, por sua vez, um colorista por excelência, impressionou seus pares com sua rigorosa simplificação formal, que alcançou o ápice com as bandeirinhas. Comparando os três, fica bastante claro que tanto Volpi como Tarsila foram mais longe do que Portinari em termos estéticos.


Se em uma avaliação crítica, portanto, Portinari já não desperta tamanha comoção por causa de um legado tímido do ponto de vista da ousadia, no mercado as regras são outras. Claro que seu lugar na história da arte influencia na conta final para chegar ao preço de uma obra, mas nesse campo outras variáveis precisam ser levadas em consideração. E a principal delas é a lei máxima da economia: a da oferta e da procura. Portinari pintou muito. Deixou cerca de 5 mil trabalhos, entre telas, painéis e desenhos. A produção significativa de Tarsila, por outro lado, não ultrapassa uma centena de peças. E essa diferença, segundo os marchands e galeristas dedicados a esse segmento, é o que melhor explica a desproporção dos valores alcançados pelos dois expoentes da primeira metade do século 20. Isso justifica em parte o fato de ser de Tarsila o recorde de preço alcançado por uma obra brasileira em um leilão internacional: 1,4 milhão de dólares, pagos pelo colecionador argentino Eduardo Constantini por Abaporu, em 1995. "Hoje, calculo que o quadro esteja valendo cerca de 10 milhões de dólares", diz o galerista Ricardo Camargo, de São Paulo, especializado em arte moderna. "Mas e se a tela Café, finalizada por Portinari em 1935 e que está no Museu Nacional de Belas-Artes do Rio, aparecesse à venda? Quem sabe quanto alcançaria?", provoca o leiloeiro Jones Bergamin, referindo-se à obra-prima de Portinari. "Certamente, encontraria compradores dispostos a cobrir valores altíssimos." Há muito tempo telas do período mais importante de Portinari, centrado entre o fim da década de 1930 e a década de 1940, não são colocadas à venda, o que faz com que seja de fato muito difícil dizer exatamente quanto custariam no mercado.


A VENERAÇÃO DOS VOLPIANOS


As melhores pinturas de Portinari disponíveis valem entre 3 e 5 milhões de reais (com exceção de obras-primas como Café, que podem ir além disso). O que é certo, portanto, é que Tarsila e ele são os pintores com preços mais altos da primeira fase do modernismo no país, seguidos justamente por Volpi, que só não é mais caro devido a uma situação bem particular. A mais preciosa fatia da produção do paulista de origem italiana está nas mãos dos volpianos, colecionadores que nutrem pelo artista tamanha veneração a ponto de serem reconhecidos assim, como um grupo específico. Composta por ex-amigos e mecenas do pintor, a "sociedade" estabeleceu uma relação de culto a Volpi que, por muito tempo, prejudicou sua divulgação. Os volpianos mantinham as peças dentro de casa. Mas agora os marchands dizem que o grupo já não está tão radicalmente fechado, o que deve ajudar a corrigir o valor do pintor no mercado.


Em relação a Portinari, talvez algo mude também. Apesar de a crítica já não o endossá-lo como o "artista nacional", reconhece sua relevância como representante de um ideário político de época. A restauração seguida da turnê dos painéis Guerra e Paz dará ainda mais visibilidade ao artista neste ano. E isso provavelmente vai mexer também com os seus preços.


Fonte: Revista Bravo janeiro/2011

"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Arte moderna - Do iluminismo aos movimentos contemporâneos - Giulio Carlo Argan


Livro: Arte moderna





Arte moderna - Do iluminismo aos movimentos contemporâneos

Autor(es): Giulio Carlo Argan

Editora: Companhia das Letras

Área(s): Artes, História

ISBN: 9788571642515

736 pág.

Preço: R$ 191,50

Disponibilidade: envio em 2 dias úteis + prazo do frete


Descrição:


Giulio Carlo Argan foi o último representante de uma grande tradição crítica que corresponde historicamente aos movimentos modernos da arte. De fato, o crítico e ensaísta italiano provém de uma escola (a de Adolfo e Lionello Venturi) que procura o sentido da arte na sua história, mais do que em faculdades inatas ou em princípios absolutos. Foi Argan, aliás, que levou essa orientação até as últimas conseqüências: se a arte é um fenômeno histórico, não há garantia de que ela seja eterna. O desaparecimento do artesanato, de que a arte era guia e modelo, e o surgimento da produção industrial, que se baseia sobre outros princípios, pode muito bem determinar o fim da arte como atividade culturalmente relevante. Essa tese é o pano de fundo desta Arte moderna.

Lorenzo Mammì

Formato 21,00 x 28,00 cm

Tradução: Denise Bottmann, Federico Carotti


Sobre o autor



Giulio Carlo Argan
Nasceu em Turim, na Itália, em 1909, e morreu em Roma, em 1992. Aluno do crítico e historiador da arte Lionello Venturi, destacou-se internacionalmente a partir da década de 30 com estudos sobre a arte medieval e renascentista (L´architettura preromanica e romanica in Italia, 1936; L´architettura del Due e del Trecento in Italia, 1937). Remontam à década de 50 seus estudos sobre Brunelleschi (1951), Gropius e a Bauhaus (1951, traduzido pela Editorial Presença), Beato Angelico (1955), Botticelli (1957). Em 1959 sucedeu a Venturi na cátedra de história da arte moderna, na Universidade de Roma. Publicou numerosas monografias e coletâneas de ensaios, entre elas História da arte como história da cidade (1983, traduzida pela Martins Fontes). Muito ativo politicamente, elegeu-se prefeito de Roma em 1976, e senador em 1983, pelo Partido Comunista Italiano. Seu último trabalho foi Michelangelo architetto (1990).



Livro: Arte moderna


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