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terça-feira, 1 de março de 2016

Loving Vincent - Trailer 2016 (web)









Trailer from the upcoming film "Loving Vincent" by Breakthru Films. Obtained from the official website: http://join.lovingvincent.com/ 12 oil paintings per second, all done by over 100 painters trained in the same style. I scaled this up from the original so I could upload it to YouTube while preserving the quality. Not monetized. Please share and support this film!


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Gogh Shadow : Luca Agnani


Gogh Shadow - 3D Animation

Paintings

1. Fishing Boats on the Beach
2. Langlois Bridge at Arles, The
3. Farmhouse in Provence
4. White House at Night, The
5. Still Life
6. Evening The Watch (after Millet)
7. View of Saintes-Maries
8. Bedroom
9. Factories at Asnieres Seen
10. White House at Night, The
11. Restaurant
12. First Steps (after Millet)
13. Self-Portrait


Music:Experience - Ludovico Einaudi
As incríveis pinturas de Van Gogh ganham vida graças à animação 3D. Por Luca Agnani Studio.



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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Van Gogh pode ter feito versões das suas próprias obras

29/10/2013 - 06h44

HENRY ADAMS

DO "NEW YORK TIMES"

Por muito tempo, foi uma espécie de segredo imoral, violando ideias sobre a grande originalidade artística: Vincent van Gogh frequentemente fazia cópias da sua própria obra. Agora, numa reviravolta, aquele que é aparentemente o aspecto menos original do método de Van Gogh oferece um olhar minucioso para a intensidade estranha e obsessiva do seu processo criativo.
Sua curiosa prática de se copiar garante o ímpeto de uma nova exposição, "Van Gogh Repetitions" [Repetições de Van Gogh], em cartaz até 26 de janeiro na Phillips Collection, em Washington, e depois em Cleveland (Ohio) a partir de 2 de março.
No século 19, quando o academicismo dominava, fazer cópias era parte crucial da formação dos artistas profissionais. Mas, durante o século 20, essa prática caiu em desgraça. Passou a ser vista como antiartística.
Por causa do desapreço moderno pela cópia, as réplicas das obras de Van Gogh feitas pelo próprio, que ele chamava de "répétitions", foram às vezes desprezadas como sendo falsificações.
A exposição reúne 13 casos em que Van Gogh fez mais de uma versão de uma obra. No catálogo da mostra, uma equipe de acadêmicos e conservadores, liderados por William Robinson e Eliza Rathbone, junta e analisa documentos que dão pistas sobre quando Van Gogh copiou o quê. Essa equipe usa novos indícios técnicos, como radiografias e imagens de alta resolução, para resolver dúvidas sobre a sequência dessas obras que vinham intrigando os acadêmicos.
Um par específico de pinturas de Van Gogh -uma mantida em Cleveland e a outra em Washington- inspirou a exposição. Em maio de 1889, Van Gogh fez duas versões muito semelhantes da mesma pintura: "Os Grandes Plátanos (Reparadores da Estrada em Saint-Rémy)", hoje no Museu de Arte de Cleveland, e "Os Reparadores da Estrada", na Phillips. As pinturas são virtualmente idênticas em seus contornos.
Qual pintura veio antes? Os curadores primeiro usaram radiografias para revelar que as subcamadas de "Os Grandes Plátanos" são uma confusão densa e quase ilegível de pinceladas, ao passo que as camadas ocultas de "Os Reparadores da Estrada" batem quase totalmente com a superfície da pintura.
Em seguida, os pesquisadores passaram à superfície, aprendendo que Van Gogh executava as pinturas sobre materiais muito diferentes. A pintura de Cleveland foi feita sobre um fino tecido de algodão, com estampas industriais de losangos vermelhos e sem uma camada de tinta que servisse como base. Já a pintura da Phillips está sobre uma tela normal do artista, com a preparação prévia. Assim, a pintura de Cleveland parece mais rude, como convém a um esboço feito ao ar livre, enquanto a tela da Phillips é um pouco mais suave, mais deliberada.
Além disso, Van Gogh fez várias pequenas melhorias na segunda versão, a da Phillips. "Dá para ver que ele moveu a luminária da rua para a esquerda, para fazer fazê-la se destacar", disse Robinson. "Ele acrescentou mais linhas à árvore. Ele até acrescentou uma figura extra."
Qual das duas pinturas é melhor? Se você acha que copiar é ruim, então claramente a versão de Cleveland é melhor. Mas Van Gogh, em outras situações, costumava declarar que considerava a réplica a melhor pintura, a mais significativa obra de arte. Na verdade, Van Gogh nunca foi tão inventivo quanto ao se copiar.
Os objetivos de Van Gogh ao fazer as repetições variavam. Em vários casos, ele produzia cópias para dar de presente a parentes, a artistas amigos e às pessoas que haviam posado para ele. Como documenta o catálogo da exposição, essas segundas obras costumam ser menores e mais apressadas.
Van Gogh também fez três versões do seu dormitório em Arles e seis pinturas e três desenhos retratando o carteiro Joseph Roulin. O que surpreende é como as pinturas do carteiro parecem ser diferentes quanto vistas lado a lado. Não são bem repetições, portanto, mas variações sobre uma ideia, mais ou menos como Bach criava variações na música.
A exposição estimula um olhar atento. "É preciso realmente se concentrar", disse Robinson. "Mas, quando você compara pincelada a pincelada as diferentes versões de um desenho de Van Gogh, você começa a reviver suas decisões criativas. É uma experiência estranhamente mística. É como se você fosse absorvido pela intensidade do seu gênio."

Fonte: Folha de SP 29/10/2013 - 06h44


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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Exposição traz revelações sobre o uso de cores de Van Gogh

01/05/2013 - 11h27

Exposição traz revelações sobre o uso de cores de Van Gogh


NINA SIEGAL

DO "NEW YORK TIMES", EM AMSTERDÃ
The New York Times
Com sua cama cor de mel comprimida num canto de um quarto aconchegante de paredes azuis, a tela de 1888 "O Quarto em Arles", de Vincent van Gogh, é reconhecida de imediato por aficionados da arte, sendo marcada pelas tonalidades contrastantes que eram a marca registrada do artista. Mas será que nossa percepção do quadro muda quando ficamos sabendo que Van Gogh pintou as paredes originalmente de violeta, não de azul, ou que ele não foi tanto um pintor que lutava contra seus demônios interiores quanto um artista reflexivo, que traçava metas e buscava alcançá-las?
Essas dúvidas são levantadas por uma análise nova, que levou oito anos para ser feita, de centenas das telas de Van Gogh e de sua paleta, seus pigmentos, sua correspondência e seus cadernos. A análise foi feita por cientistas da empresa petrolífera Shell, em colaboração com a Agência Holandesa de Patrimônio Cultural e os curadores do recém-renovado Museu Van Gogh, de Amsterdã, que possui o maior acervo mundial de obras do pós-impressionista holandês.
De acordo com o diretor do Museu Van Gogh, Axel Rueger, a pesquisa não resultou em "novos insights espantosos" que levassem a história da vida de Van Gogh a ser reescrita, mas ela pode modificar a compreensão que se tem do temperamento e da personalidade do pintor. Os resultados do estudo serão revelados na exposição "Van Gogh at Work" (Van Gogh trabalhando), que será inaugurada na quarta-feira e incluirá 200 pinturas e desenhos. Cento e cinquenta das obras são de Van Gogh, e as restantes de artistas contemporâneos dele, incluindo Paul Gauguin e Emile Bernard.
AP
Quadro "The Bedroom", de Van Gogh
Quadro "The Bedroom", de Van Gogh
"Descobrimos de modo mais claro que Van Gogh foi um artista muito metódico, algo que contraria o mito generalizado de que ele teria sido um homem maníaco, talvez levemente demente, que simplesmente jogava tinta sobre a tela de maneira espontânea", comentou Rueger. "Na realidade, ele conhecia muito bem as propriedades dos materiais que utilizava, sabia como usá-los e criava composições muito pensadas. Nesse sentido, o estudo traz insights importantes que nos abrem uma visão melhor de Van Gogh. Ele foi um artista muito voltado à realização de metas."
Usando microscópio de elétrons e a técnica da espectrometria de fluorescência de raios-x, que revela os componentes de pigmentos sem tirar amostras invasivas, os pesquisadores descobriram que, desde muito cedo em sua vida artística, Van Gogh usou molduras de perspectiva para se orientar e desenhou sobre a tela para obter a representação correta de proporções e da profundidade de campo em suas paisagens. Mais tarde, à medida que foi ganhando habilidade, ele abriu mão desses recursos. Como muitos artistas, Van Gogh retrabalhou determinadas telas muitas vezes, para aperfeiçoar o efeito que desejava.
Para Nienke Bakker, curadora da exposição, o insight mais importante proporcionado pelo estudo é sobre a paleta de Van Gogh.
"Hoje sabemos muito mais sobre os pigmentos usados por Van Gogh e como podem ter mudado de cor com o passar do tempo", comentou a curadora. "Isso é crucial para nosso entendimento das obras dele e para definirmos o melhor tratamento a dar às obras. As cores ainda são muito vibrantes, mas devem ter sido muito mais fortes ainda [quando ele as pintou], especialmente os vermelhos. Alguns dos vermelhos eram muito mais fortes ou desapareceram por completo desde que Van Gogh os pintou."
Ralph Haswell, cientista principal da Shell Global Solutions (que colocou seus laboratórios e pesquisadores à disposição do museu), disse que na virada do século 20, artistas estavam apenas começando a comprar pigmentos prontos, em vez de misturá-los eles mesmos em seus ateliês. "Uma das desvantagens de viverem num ambiente em transformação, onde os pigmentos ainda eram muito novos, era que as pessoas nem sempre sabiam o que aconteceria com os pigmentos", ele comentou. "A indústria química estava crescendo tremendamente na época e lançando cores de todos os tipos, mas ninguém sabia por quanto tempo essas cores se conservariam estáveis." Foi o caso do violeta usado por Van Gogh para pintar as paredes de seu quarto em Arles. Como o vermelho da tinta violeta se desvaneceu em pouco tempo, provavelmente enquanto Van Gogh ainda estava vivo, o que restou foi apenas o azul com que o vermelho deve ter sido misturado.
Divulgação
Tela "Noite Estrelada", obra do pintor holandês Vincent Van Gogh
Tela "Noite Estrelada", obra do pintor holandês Vincent Van Gogh
Para Bakker, é possível que Van Gogh não tenha se importado com isso, já que o pintor em grande medida autodidata não enxergava nenhum de seus trabalhos como uma obra acabada. Ele via cada trabalho como um estudo que o ajudava a definir seu estilo.
"Ele queria expressar sua maneira individual de enxergar o mundo, e cada obra de arte que criava o levava para mais perto dessa meta", explicou a curadora. "Mas ele nunca estava satisfeito."
O tom original das paredes do quarto produz uma imagem mais calma, disse Marije Vellekoop, diretora de coleções, pesquisas e apresentações do Museu Van Gogh. O roxo e o amarelo "não eram vistos como cores que formam um contraste forte, como as pensamos hoje", ela explicou. "Havia algo que Van Gogh queria exprimir naquele quadro: tranquilidade e um ambiente de descanso."
Vellekoop disse que a teoria das cores vê o roxo e o amarelo como contrastes complementares. "Teoricamente, essas cores se reforçam. Para mim, as paredes roxas do quarto suavizam a imagem. Isso confirma que Van Gogh se pautou pela teoria tradicional das cores, usando roxo e amarelo, e não azul e amarelo."
O desaparecimento dos tons de vermelho teve consequências diferentes em outras telas. Por exemplo, em imagens de árvores frutíferas em flor, algumas flores hoje brancas foram originalmente cor-de-rosa, mas o vermelho desapareceu. Para Vellekoop, esse fato pode levar a mudanças na identificação das espécies de árvores retratadas pelo artista.
De certa maneira, o uso de cores complementares enquadra Van Gogh nas tradições de seu tempo. Embora ele fosse radical no uso que fazia de cores fortes, disse a curadora, "ele seguia a teoria tradicional das cores, que já estava escrita na primeira metade do século 19". Ainda segundo Vellekoop, "muitos dos artistas amigos de Van Gogh liam aqueles livros" mas não fizeram uso tão ousado dos pigmentos. Van Gogh fez experimentos com técnicas de aplicação de cores diferentes das técnicas empregadas por seus contemporâneos, incluindo Henri de Toulouse-Lautrec, que diluía suas tintas e usava cores planas.
Divulgação/Van Gogh Museum Amsterdam
Clássico autorretrado do pintor holandês, que morreu na França em 1890
Clássico autorretrado do pintor holandês, que morreu na França em 1890
Por um período breve, Van Gogh seguiu o exemplo dos pontilhistas, cujas imagens eram feitas de muitos pequenos pontos ou manchas de cor. As cores altamente contrastantes das telas posteriores de Van Gogh são associadas ao momento em que ela alcançou a maioridade como artista, desenvolvendo seu estilo próprio, nos últimos dois anos de sua vida.
O fato de que ele pode ter empregado uma paleta ainda mais forte, com mais vermelhos e roxos, indica que sua obra pode ter se aproximado mais da de seu amigo Paul Gauguin. Nesse sentido, suas escolhas em termos de cores podem ter sido mais seguras e menos iconoclásticas do que imaginamos.
Mas, disse a curadora, os novos insights sobre as cores de Van Gogh não necessariamente mudam nossa visão da psicologia do artista. "Acho que isso não revela nada de novo sobre seu estado de espírito. Em Arles, Van Gogh usou muitas cores. Estava muito otimista em relação à vida, a seu futuro e a suas possibilidades de vender seus trabalhos."
Ele também estava ansioso pela chegada de Gauguin a Arles, disse a curadora, mas tinha uma atitude quase maníaca em relação a isso. "Quando a cooperação com Gauguin fracassou e Van Gogh foi para o asilo, nós o vemos mais sombrio e deprimido. Suas cores mudam e ele mergulha mais nos tons ocres, tonalidades diferentes de verdes e marrons. Uma paleta mais reprimida. Sim, associamos as cores a seu estado de espírito, mas isso não quer dizer que quanto mais azul havia em suas telas, mais ele estivesse deprimido."
A partir de setembro, duas das versões criadas por Van Gogh de "O Quarto em Arles" serão mostradas lado a lado na exposição, uma delas a versão que está no Museu Van Gogh e outra cedida pelo Instituto de Arte de Chicago. Van Gogh pintou três versões da tela em 1888, e hoje as três mostram as paredes de um azul claro. Cientistas e conservadores criaram uma reconstrução digital de como a tela pode ter sido quando Van Gogh primeiro a pintou, com as paredes violetas, e a reconstrução também estará na mostra. "É diferente e um pouco estranho", comentou Bakker.
Tradução de CLARA ALLAIN



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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Van Gogh-Vida E Obra De Um Genio (1990) Filme

Van Gogh-Vida E Obra De Um Genio (1990)
Ficha Técnica:
Titulo Original: Vincent And Theo Gênero: Drama duração: 135 min País: Inglaterra Ano: 1990 Elenco e Equipe Técnica: Tim Roth,Paul Rhys,Kitty Courbais,Johanna Der Steege,Vladimir Yordanoff Distribuição: Mundial Direção: Robert Altman Resumo: 

Van Gogh - Vida e obra de um gênio

Título Original: 
Vincent & Theo
País: 
Alemanha - França - Holanda - Itália - Reino Unido
Ano: 
1990  
Direção: 
ALTMAN, Robert
Elenco: 
Tim Roth - Paul Rhys - Adrian Brine - Jean-François Perrier - Yves Dangerfield - Hans Kesting - Peter Tuinman - Marie Louise Stheins - Oda Spelbos - Jip Wijngaarden - Anne Canovas - Sarah Bentham - Jean-Denis Monory - Johanna ter Steege - Jean-Pierre Castaldi
Sinopse: 
O filme foca a trágica história do pintor honlandês Vincent Van Gogh e o relacionamento com seu irmão Theo, que trabalhava numa galeria de arte e sempre o ajudou.
Informações Adicionais: 
Onde Comprar:  
Amazon  
Download: 
Oron [rmvb]
Rapidshare [links]
Trilha Sonora Original: 
- 



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quinta-feira, 24 de maio de 2012

OS IMPRESSIONISTAS - VINCENT VAN GOGH

Episódio da série de 8 programas com a vida e a obra de pintores que representam o Impressionismo -- movimento artístico que revolucionou a arte de pintar na França do século IX.



Publicado em 17/03/2012 por pauloalx no Youtube


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domingo, 11 de setembro de 2011

Sede de Viver (1956)



Vincente Minnelli | Cinema de Música e Drama

13 Set a 25 Set
Local: Cinema | CCBB SP
Horário: Conforme programação







Particularmente ativo entre as décadas de 1940 e 1960, dirigiu clássicos absolutos da história do cinema, tais como os musicais Sinfonia de Paris (1951) e Gigi (1958), ambos vencedores do Oscar de Melhor Filme; e o drama Sede de Viver (1956), cinebiografia do pintor Vincent Van Gogh, magistralmente interpretado por Kirk Douglas, além de dirigir as grandes estrelas de sua época, como Judy Garland (com quem se casou e teve a filha Liza Minnelli), Frank Sinatra, Maurice Chevalier, Gene Kelly, Cyd Charisse, Lana Turner, Liz Taylor e Richard Burton.

A mostra é composta por 16 filmes, todos projetados em 35 mm, permitindo assim o contato nas salas de cinema com uma obra permeada por grandes filmes dramáticos e divertidos musicais.

Informações
Data: 31 de agosto a 11 de setembro Classificação:

Conforme
programação
Horário: Quarta a domingo, conforme programação
Local: Cinema | Rua Álvares Penteado, 112 - Centro (70 lugares)
Bilheteria: Terça a domingo, das 10h às 20h | Telefones: (11) 3113-3651/52
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia entrada)


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terça-feira, 21 de junho de 2011

Museu acredita que retrato de Van Gogh representa seu irmão

21/06/2011 - 19h14


O Museu Van Gogh de Amsterdã comunicou nesta terça-feira ter indícios de que um autorretrato de Vincent van Gogh (1853-1890), no qual o pintor aparece com uma jaqueta azul e um chapéu amarelo, representa na realidade seu irmão Theo (1857-1891).

O quadro faz parte de uma exposição aberta nesta terça-feira na qual o museu expõe 93 obras do artista pintadas na Antuérpia e em Paris, e que foram objetos de estudo para revelar novos elementos da obra de Van Gogh, segundo indicou a pinacoteca em comunicado.

Segundo o pesquisador Louis van Tilborgh, responsável pelo estudo, no retrato em questão a barba é menos avermelhada que a de outros autorretratos de Van Gogh e está cortada na metade da bochecha, enquanto o pintor a deixava sempre mais espessa.

Van Gogh Museum/Associated Press

Museu Van Gogh acredita que quadro tido como autorretrato é, na verdade, retrato do irmão do pintor

Tilborgh também acredita que se trata de um retrato de Theo Van Gogh, porque a orelha vista no quadro é muito mais redonda que a do pintor, o que coincide com outras fotos de Theo, que se parecia muito com o irmão.

A mostra, que será exibida até dia 18 de setembro, inclui outras descobertas como o fato do famoso quadro que representa duas botas desgastadas de um operário ocultar uma paisagem parisiense, o que confirmaria que Van Gogh o pintou quando vivia em Paris, onde esteve entre 1886 e 1888, e não na cidade holandesa de Nuenen.


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Comentário sobre Van Gogh


“ Freqüentemente se diz que Van Gogh foi altamente criador. Isto é verdade, sendo inclusive considerado como um dos grandes artistas que levaram à reformulação da pintura. Tanto do ponto de vista de material plástico, quanto da perspectiva da própria cultura e de captação anímica da pintura. Van Gogh fazia da natureza era uma transformação psicológica da sua percepção em formas plásticas. O quarto do artista é a visão que ele tinha da sua realidade.”
Psicologia da Arte por Juan Mosquera, página 18



Vocês são realmente excepcionais! A gente que lida com arte que passamos por diversos tipos de exposições, o resultado do que eu falo ou faço é proporcional a participação de vocês.
Alexandre Fester.


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sábado, 21 de agosto de 2010

Site inclui fac-símiles e conta história das cartas de Van Gogh

15/10/2009 - 07h28
Site inclui fac-símiles e conta história das cartas de Van Gogh

RAQUEL COZER
da Folha de S.Paulo

O site Van Gogh Letters (www.vangoghletters.org), que o Museu Van Gogh colocou no ar por ocasião do lançamento dos seis volumes em livro e da exposição em Amsterdã (até janeiro), permite ver toda a correspondência conhecida do artista --das 902 cartas, apenas 80 foram recebidas por ele.

Ao clicar em alguma das cartas --que podem ser escolhidas por época, lugar, interlocutor ou somente com esboços--, é possível ler o texto original (em holandês ou francês, língua em que Van Gogh também era fluente) e ainda a tradução para o inglês, além de ver as páginas em fac-símile.

As numerosas notas de rodapé aparecem em links ao longo do texto. São identificadas, por exemplo, até as datas de nascimento e morte de um jardineiro que serviu de modelo vivo para Van Gogh.

Em outro link, é possível ver todas as imagens de pinturas de outros artistas citadas na correspondência.

O livro "Vincent van Gogh -The Letters" (Thames & Hudson) pode ser encomendado pela Amazon por US$ 480 (cerca de R$ 830).

arte Folha de S.Paulo/arte Folha de S.Paulo








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Alexandre Fester.


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Leia trecho da biografia premiada inédita de Van Gogh

03/01/2010 - 19h06

da Folha Online



Capa da edição francesa da biografia do pintor holandês

A biografia de Van Gogh assinada por David Haziot, obra vencedora do Prêmio da Academia Francesa em 2008, chegará ao Brasil no começo de 2010, editado pela L&PM Pocket.

Filósofo de formação, escritor, David Haziot publicou em 2000 o romance, "Le Vin de la Liberte" (Robert Laffont, prêmio do romance histórico e prêmio da Academia do vinho de Bordeaux), o romance-conto em 2002 sobre o fim do matriarcado no neolítico, "Elles". Também é autor de "L'Or du temps", um romance-quadrinhos poético, de três volumes, inspirado no mito de Orfeu, com o desenhista François Baranger. Editou e prefaciou três volumes das "Vidas de Plutarco". Obras ainda inéditas no Brasil.

Leia abaixo um trecho dessa biografia inédita de Vincent Van Gogh, que foi um dos gênios mais negligenciados em vida na história da arte.

*
Um túmulo acusador?

Desde o seu nascimento, Vincent Willem Van Gogh viveu em dificuldade. Nasceu em 30 de março de 1853, exatamente um ano após uma criança natimorta chamada, como ele, Vincent Willen Van Gogh.

O túmulo desse primeiro Vincent se achava a poucos passos da igreja onde o pai oficiava como pastor de Groot Zundert, pequena aldeia rural de uma centena de habitantes no sul da Holanda. Assim, tão logo aprendeu a ler, o pequeno Vincent pôde ver seu nome como no seu próprio túmulo. Ele seria um eterno substituto.

Para os psicólogos e psiquiatras, essa situação cria na criança uma grande culpa em relação ao desaparecido, pois o sentimento de ter provocado essa morte por ter nascido, por existir, se impõe no núcleo de sua personalidade. Para justificar sua existência, a nova criança deve dilatar seu ego ao infinito realizando prodígios ou contentar-se em ser nada e desaparecer, se não tiver energia bastante. Além do mais, quem era esse morto que tinha o seu nome? Rivalizar com um irmão ou uma irmã já é difícil; mas com um morto? um desconhecido do qual tudo se pode supor, cujo ser se abre como um abismo de maravilhas no imaginário? O que fazer para merecer estar vivo? A existência de Van Gogh teria se apresentado como uma dívida a pagar.

Um outro pintor teve de enfrentar bem mais tarde uma situação análoga: Salvador Dalí foi precedido de um outro defunto Salvador Dalí amado pelos pais. O pintor teria reagido por um desapego absoluto e humorístico de si, perpetuamente votado ao fracasso e sempre a recomeçar.

Vários argumentos tendem a moderar essas explicações.

Em primeiro lugar, a mortalidade infantil, na metade do século XIX, ainda fazia que uma situação como a de Van Gogh ocorresse com frequência, e era de tradição dar o nome do filho falecido ao que vinha ao mundo depois dele. O enraizamento cultural dessa prática retira-lhe o caráter excepcional ou mesmo assustador que pode ter aos nossos olhos. Além disso, é preciso saber que na família de Van Gogh o avô de Vincent se chamava Vincent Van Gogh, e que um irmão do seu pay, rice comerciante de obras de arte, também se chamava Vincent Willem Van Gogh! E houve dois outros Vincent mais antigos, dos quais o pintor teve certamente conhecimento nessa família que conserva registros há séculos e conta com vários pastores. Outros tios do pintor receberam, como segundo prenome, às vezes Vincent, às vezes Willem... É algo que dilui o impacto do túmulo homônimo, sem reduzir completamente o seu poder.

Como esse tio rico Vincent Willem não tinha filhos, é provável que os prenomes do nosso Vincent (e do irmão natimorto) foram dados em sua honra como para solicitar-lhe o apadrinhamento, o que Vincent obteve até um certo ponto. Por fim, convém voltar às observações limitativas de Freud a propósito de Leonardo da Vinci: numa situação psicológica idêntica à dele, um outro indivíduo teria certamente sido o inverso de Leonardo. Nem todas as crianças nascidas após um irmão morto e de mesmo nome se tornaram, longe disso, artistas como Van Gogh e Dalí. Resta um mistério cuja elucidação possível Freud remete ao substrato biológico da pessoa.

Mas, a nosso ver, o mistério permanece irredutível, pois uma personalidade é o resultado de uma tal complexidade e quase infinidade de forças, grande ou pequenas, agindo em todos os sentidos, mas todas eficientes, que é impossível dizer o que o indivíduo fará em cada etapa do seu desenvolvimento. Sua marcha é tão "caótica" como a dos planetas dos quais não se pode mais dizer com certeza onde estarão para além de um horizonte preditivo que se calcula; o aleatório torna-se assim o fundo da existência do sujeito. Em outras palavras, diremos que Van Gogh era livre para ser ou não ser o que ele foi.

A presença sepulcral de um irmão morto do qual ele tinha o nome foi uma das forças atuantes na sua vida entre uma série de outras, que em sua maior parte desconhecemos. Um siblime aspecto de luz durante um passeio no campo holandês pode ter sido tão determinante quanto essa questão. É o que sabe toda pessoa confrontada à criação artística. Pois a obra de Van Gogh nem sempre é triste ou trágica. Ela respira às vezes uma incomparável felicidade de existir. Uma biografia, portanto, deve apresentar com humildade alguns referenciais sobre um fundo de ignorância, mas sem mitos, se não para atingir uma transparência impossível do artista, pelo menos para amá-lo e apreciar suas obras com mais profundidade, respeitando sua liberdade ou aquele "inarredável núcleo de noite" em cada um de nós, de que falava André Breton.

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Alexandre Fester.


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Especialistas autenticam tela de Van Gogh com moinho de vento

24/02/2010 - 17h35


da Reuters

Uma pintura de um moinho de vento atribuída recentemente ao mestre holandês Vincent van Gogh começou a ser exposta nesta quarta-feira, após passar décadas no depósito de um museu provincial holandês.

Depois de especialistas do Museu Van Gogh, de Amsterdã, terem concluído que "Le Blute-fin Mill" é, de fato, obra do artista holandês, a tela colorida mostrando grandes figuras humanas em volta de um moinho foi posta em exposição no Museum de Fundatie, em Zwolle.


O quadro "Le Blute-Fin Mill", de Van Gogh, que está em exposição na Holanda


"A pintura é um pouco atípica de Van Gogh devido ao grande número de pessoas que aparece, mas também é muito típica dele devido ao lugar de destaque ocupado pelo moinho", disse o diretor do museu Fundatie, Ralph Keuning, que descobriu a tela em 2007.

De acordo com especialistas, a tela data de 1886. Ela foi comprada há 35 anos pelo fundador do museu, Dirk Hannema, conhecido como experiente colecionador de arte, mas que foi ridicularizado depois de ter errado ao atribuir outra tela ao pintor holandês Vermeer, na década de 1930.

Hennema expôs a tela em sua própria casa até sua morte, em 1984, quando ela desapareceu no depósito do museu, reaparecendo por períodos breves em 1993 e 2007.

O colecionador de arte afirmou ter mais três telas de Van Gogh, mas, segundo Keuning, não foram encontradas provas disso.


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Alexandre Fester.



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Blog irá acompanhar restauração de quadro de Van Gogh

11/03/2010 - 22h42

da Associated Press, em Amsterdam

Uma das pinturas mais famosas de Vincent van Gogh, "O Quarto em Arles", foi retirada do museu que leva o nome do artista para ser restaurada. Mas os amantes da arte podem acompanhar a restauração por meio de um blog, hospedado no site do museu.

A pintura, de 1888, como diz o nome, retrata o quarto do pintor na cidade francesa de Arles.

Quadro "O Quarto em Arles", de Van Gogh, que terá processo de restauro mostrado em blog

A porta-voz do museu, Natalie Bos, disse que algumas cores do quadro sumiram. A pintura foi removida do local em janeiro, e o trabalho de restauração deve seguir até agosto.

Bos disse hoje que a líder do projeto, Ella Hendriks, irá postar sobre o trabalho de restauração uma ou duas vezes por semana para mostrar como a recuperação é feita.


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trabalhos