Somos Arte

Mostrando postagens com marcador Arte Comentada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte Comentada. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hermes de Praxiteles no museu arqueológico de Olímpia

Hermes de Praxiteles no museu arqueológico de Olímpia

              A estátua de Zeus, de 12 m de altura, criada pelo escultor ateniense Fídias, com ouro, marfim e outros materiais preciosos.
              A figura do deus ficava sentada em um trono com seu cetro. Ficou um pouco mais do Heráion, templo dedicado a Hera, esposa de Zeus. Quatro colunas estão mantidas, assim como base das estátuas de culto.


Link para essa postagem


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Centro Universitário Maria Antonia USP



Link para essa postagem


terça-feira, 21 de junho de 2011

Museu acredita que retrato de Van Gogh representa seu irmão

21/06/2011 - 19h14


O Museu Van Gogh de Amsterdã comunicou nesta terça-feira ter indícios de que um autorretrato de Vincent van Gogh (1853-1890), no qual o pintor aparece com uma jaqueta azul e um chapéu amarelo, representa na realidade seu irmão Theo (1857-1891).

O quadro faz parte de uma exposição aberta nesta terça-feira na qual o museu expõe 93 obras do artista pintadas na Antuérpia e em Paris, e que foram objetos de estudo para revelar novos elementos da obra de Van Gogh, segundo indicou a pinacoteca em comunicado.

Segundo o pesquisador Louis van Tilborgh, responsável pelo estudo, no retrato em questão a barba é menos avermelhada que a de outros autorretratos de Van Gogh e está cortada na metade da bochecha, enquanto o pintor a deixava sempre mais espessa.

Van Gogh Museum/Associated Press

Museu Van Gogh acredita que quadro tido como autorretrato é, na verdade, retrato do irmão do pintor

Tilborgh também acredita que se trata de um retrato de Theo Van Gogh, porque a orelha vista no quadro é muito mais redonda que a do pintor, o que coincide com outras fotos de Theo, que se parecia muito com o irmão.

A mostra, que será exibida até dia 18 de setembro, inclui outras descobertas como o fato do famoso quadro que representa duas botas desgastadas de um operário ocultar uma paisagem parisiense, o que confirmaria que Van Gogh o pintou quando vivia em Paris, onde esteve entre 1886 e 1888, e não na cidade holandesa de Nuenen.


Link para essa postagem


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fayga Ostrower


Biografia:

Fayga Ostrower
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fayga Perla Ostrower (Lodz, 14 de setembro de 1920 — Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2001) foi uma artista plástica brasileira nascida na Polônia. Atuou como gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora.

De família judia, Fayga Perla Krakowski viveu na Alemanha quando mudou-se para a Bélgica e emigrar para o Brasil em 1934. Casou-se em 1941 com o historiador Heinz Ostrower, com quem teve dois filhos, Carl Robert e Anna Leonor (Noni).
Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estudou xilogravura com o austríaco Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fundação Fullbright.
A obra de Paul Cezanne exerceu grande fascínio, e contribuiu para adotar o estilo abstrato, causando reação dos críticos e colegas.
Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas. Recebeu numerosos prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.
Docência
Entre os anos de 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de Composição e Análise Crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No decorrer da década de 1960, lecionou no Spellman College, em Atlanta, EUA; na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação, em várias universidades brasileiras. Durante estes anos desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando a divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.
Anna Bella Geiger e Lygia Pape foram alguns dos alunos de Fayga que se destacaram na carreira artística.
Cargos
• Presidente da Associação Brasileira de Artes Plásticas entre 1963 e 1966.
• Presidente da Comissão brasileira da International Society of Education through Art, INSEA, da Unesco de 1978 a 1982
• Membro honorário da Academia de Arte e Desenho de Florença.
• Membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1982 a 1988.
Condecorações
• Ordem do Rio Branco em 1972
• Ordem do Mérito Cultural em 1997
• Grande Prêmio de Artes Plásticas do Ministério da Cultura em 1999
Livros
• "Criatividade e Processos de Criação". Rio de Janeiro: Editora Vozes
• "Universos da Arte". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1983.
• "Acasos e Criação Artística". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1990.
• "A Sensibilidade do Intelecto". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998. (Prêmio Literário Jabuti, em 1999)
• "Goya, Artista Revolucionário e Humanista". São Paulo: Editora Imaginário,
• "A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte". Rio de Janeiro: Editora Campus,
• "Fayga Ostrower", Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2001. (Biografia de Fayga Ostrower com textos de Wilson Coutinho e Lilia Sampaio).
• Álbum de gravuras de 1954 e 1966, pela Biblioteca Nacional, 1969
• Publicou também numerosos artigos e ensaios na imprensa e na mídia eletrônica.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


Link para essa postagem


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qual o tamanho de portinari?

Qual o tamanho de portinari?

Os painéis "Guerra" e "Paz", feitos pelo pintor paulista para a sede da ONU, em Nova York, serão restaurados em ateliê aberto, no Rio de Janeiro, a partir do mês que vem. A iniciativa reacende uma questão: como a crítica e o mercado veem o artista hoje?
por Gisele Kato


Cada um dos paineis da obras mede 14 m de altura. Já a estatura do artista, segundo a crítica, diminuiu com os anos

No dia 6 de setembro de 1957, os painéis Guerra e Paz, produzidos pelo paulista Candido Portinari (1903-1962) entre 1952 e 1956, foram finalmente instalados na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. As obras monumentais, medindo cada uma cerca de 14 m de altura por 10 m de largura, e doadas pelo Brasil à ONU, são indicativas do prestígio que o pintor desfrutava na época. Portinari encarnava o que de mais próximo o país teve de um "artista nacional", com um currículo que se estendia por trabalhos em diversos edifícios públicos, uma vasta literatura a seu respeito, exposições e prêmios ao redor do mundo, incluindo duas participações na Bienal de Veneza, em 1950 e em 1954. Portinari também possuía trânsito livre com o todo-poderoso das artes no período, o filantropo norte-americano Nelson Rockefeller, e uma forte atuação política. Ele era o nosso Diego Rivera, o muralista que virou personalidade no México na mesma época.


A admiração por Portinari era tamanha que o governo brasileiro nem titubeou quanto à escolha do nome que poderia ocupar o espaço no prédio da ONU, como apontam os documentos históricos. A idolatria brasileira, no entanto, encontrou a frieza internacional na inauguração dos painéis em Nova York. Os registros revelam que, no dia, não havia nenhum artista, crítico de arte ou mesmo jornalista presente à cerimônia. O próprio Portinari, já com a saúde bastante debilitada por causa de uma intoxicação com as tintas que usava nas telas, não foi oficialmente convidado para a ocasião - muito provavelmente por causa de sua candidatura a deputado federal em 1945 e a senador em 1947 pelo prescrito Partido Comunista - e morreu sem ver suas criações montadas nos Estados Unidos.


No Brasil, Guerra e Paz foram exibidos uma única vez antes de embarcar para o exterior, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 1956. No mês passado, as obras voltaram à capital fluminense graças a uma iniciativa do Projeto Portinari, coordenado pelo filho do artista. Durante a reforma na sede da ONU, João Candido Portinari ficará com a guarda dos trabalhos, sob a condição de devolvê-los restaurados em agosto de 2013. O custo da empreitada, estimado em 6,5 milhões de reais, será bancado pelo BNDES. As 28 placas de madeira, pesando 75 kg cada uma- que constituem os dois painéis -, serão tratadas por uma equipe de 16 profissionais em um ateliê aberto ao público no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, de fevereiro a maio deste ano. Na sequência, as obras, juntamente com cerca de 100 estudos, de um total de 180 feitos pelo pintor, devem cumprir um roteiro de exposição que inclui a Oca, no parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Museu da Paz, em Hiroshima, no Japão, e o Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA. Com toda essa visibilidade, uma pergunta impõe-se neste momento: Portinari pode ainda ser apresentado como o grande "artista nacional"? Qual seu tamanho em termos de mercado e avaliação crítica, na arte brasileira?


Se ele chegou a experimentar a unanimidade em vida, com elogios rasgados por parte de intelectuais como Mário de Andrade e Mário Pedrosa, a partir dos anos 60 essa aclamação vai se diluindo, à medida que surge uma nova geração de artistas, voltada para uma produção não figurativa. Os concretos, liderados por nomes como Geraldo de Barros (1923-1998) e Luiz Sacilotto (1924-2003), e os neoconcretos, representados por Lygia Pape (1927-2004), Lygia Clark (1920-1988), Hélio Oiticica (1937-1980) e Franz Weissmann (1911-2005), entre outros, começaram a questionar a valorização atribuída a Portinari até então. Se na visão de Mário de Andrade ele foi o "mais moderno dos antigos", os jovens o tinham como retrógrado. Nesse sentido, o artista de Brodósqui exemplifica bem como a história da arte vai sendo construída ao longo dos tempos. As interpretações atribuídas pelos estudiosos a determinados criadores muitas vezes variam ao longo dos anos, obedecendo aos interesses e valores de cada fase. Na década de 1960, a popularidade do figurativismo de Portinari era uma ameaça à linguagem geométrica que se anunciava como proposta dominante.


VOLPI E TARSILA FORAM MAIS LONGE


Não só isso. O pintor paulista chegou a sofrer a influência das correntes modernas europeias, principalmente o cubismo e o expressionismo. Sua formação tradicional, no entanto - ele estudou na Escola Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro -, sempre se mostrou muito forte em sua obra. "Portinari foi acima de tudo um grande desenhista. Conhecia muito bem o corpo humano. Na Academia, fazia desenhos de modelos nus e esse aprendizado, a técnica, é visível em seu trabalho", diz a historiadora Maria Alice Milliet, que atualmente dirige a Fundação José e Paulina Nemirovsky, em São Paulo. Um bom exemplo ocorre na Série Bíblica, datada de 1942 a 1944, que faz uma referência explícita a Guernica, concluída pelo espanhol Pablo Picasso (1881-1973) em 1937. Diferentemente do que ocorre com Picasso, que compõe os personagens de forma radical em seu retrato de um dos mais violentos bombardeios da Guerra Civil Espanhola, Portinari distorce suas figuras de maneira superficial. Ele mantém os traços puros, apenas recobrindo-os com uma trama geométrica. O crítico Rodrigo Naves enxerga essa estratégia inclusive nos painéis Guerra e Paz: "As faixas de luz sobre as figuras dão uma impressão cubista, mas, com calma, olhando de perto, percebe-se que tudo está no seu devido lugar".


Portinari não desfruta mais do prestígio que tinha nos anos 50, mas não se pode falar no modernismo brasileiro sem mencioná-lo. Mais do que isso: há três pintores fundamentais para a arte no país entre as décadas de 1920 e 50: Tarsila do Amaral (1886-1973), Alfredo Volpi (1896-1988) e Candido Portinari. O pintor dos temas sociais, que soube adequar como ninguém sua produção à arquitetura dos locais que ocupou, é presença obrigatória em qualquer coleção de arte moderna do Brasil. Mas perdeu parte de seus defensores por não ter inovado artisticamente, ao contrário dos outros dois artistas da mesma época. Tarsila revolucionou a pintura, sobretudo em sua fase dita antropofágica, no fim dos anos 20, em telas como Abaporu e O Ovo, ambas de 1928, quando suas formas orgânicas cresceram e ganharam contornos fantásticos, que a aproximaram do surrealismo. Volpi, por sua vez, um colorista por excelência, impressionou seus pares com sua rigorosa simplificação formal, que alcançou o ápice com as bandeirinhas. Comparando os três, fica bastante claro que tanto Volpi como Tarsila foram mais longe do que Portinari em termos estéticos.


Se em uma avaliação crítica, portanto, Portinari já não desperta tamanha comoção por causa de um legado tímido do ponto de vista da ousadia, no mercado as regras são outras. Claro que seu lugar na história da arte influencia na conta final para chegar ao preço de uma obra, mas nesse campo outras variáveis precisam ser levadas em consideração. E a principal delas é a lei máxima da economia: a da oferta e da procura. Portinari pintou muito. Deixou cerca de 5 mil trabalhos, entre telas, painéis e desenhos. A produção significativa de Tarsila, por outro lado, não ultrapassa uma centena de peças. E essa diferença, segundo os marchands e galeristas dedicados a esse segmento, é o que melhor explica a desproporção dos valores alcançados pelos dois expoentes da primeira metade do século 20. Isso justifica em parte o fato de ser de Tarsila o recorde de preço alcançado por uma obra brasileira em um leilão internacional: 1,4 milhão de dólares, pagos pelo colecionador argentino Eduardo Constantini por Abaporu, em 1995. "Hoje, calculo que o quadro esteja valendo cerca de 10 milhões de dólares", diz o galerista Ricardo Camargo, de São Paulo, especializado em arte moderna. "Mas e se a tela Café, finalizada por Portinari em 1935 e que está no Museu Nacional de Belas-Artes do Rio, aparecesse à venda? Quem sabe quanto alcançaria?", provoca o leiloeiro Jones Bergamin, referindo-se à obra-prima de Portinari. "Certamente, encontraria compradores dispostos a cobrir valores altíssimos." Há muito tempo telas do período mais importante de Portinari, centrado entre o fim da década de 1930 e a década de 1940, não são colocadas à venda, o que faz com que seja de fato muito difícil dizer exatamente quanto custariam no mercado.


A VENERAÇÃO DOS VOLPIANOS


As melhores pinturas de Portinari disponíveis valem entre 3 e 5 milhões de reais (com exceção de obras-primas como Café, que podem ir além disso). O que é certo, portanto, é que Tarsila e ele são os pintores com preços mais altos da primeira fase do modernismo no país, seguidos justamente por Volpi, que só não é mais caro devido a uma situação bem particular. A mais preciosa fatia da produção do paulista de origem italiana está nas mãos dos volpianos, colecionadores que nutrem pelo artista tamanha veneração a ponto de serem reconhecidos assim, como um grupo específico. Composta por ex-amigos e mecenas do pintor, a "sociedade" estabeleceu uma relação de culto a Volpi que, por muito tempo, prejudicou sua divulgação. Os volpianos mantinham as peças dentro de casa. Mas agora os marchands dizem que o grupo já não está tão radicalmente fechado, o que deve ajudar a corrigir o valor do pintor no mercado.


Em relação a Portinari, talvez algo mude também. Apesar de a crítica já não o endossá-lo como o "artista nacional", reconhece sua relevância como representante de um ideário político de época. A restauração seguida da turnê dos painéis Guerra e Paz dará ainda mais visibilidade ao artista neste ano. E isso provavelmente vai mexer também com os seus preços.


Fonte: Revista Bravo janeiro/2011

"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


Link para essa postagem


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Íntegra: Desafios contemporâneos – A Arte – Enrique Diaz e Marcos Chaves



Publicado em:04/10/2009 às 22:45:45

Quais os desafios da arte no mundo contemporâneo? Como as artes plásticas, o teatro e a poesia convivem com a tecnologia e os novos meios? O lugar do teatro, os destinos do livro, a computação gráfica, o (des)limite entre as artes, o direito autoral, expectativas e ansiedades sobre o mundo contemporâneo serão alguns dos temas tratados.

Palestra de Enrique Diaz e Marcos Chaves no programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 11 de setembro, em Campinas.

Café Filosófico

“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


Link para essa postagem


trabalhos