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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pinacoteca: uma história da arte brasileira

Museu em Movimento

O programa mostra a transformação pela qual passou a Pinacoteca ao mudar a exposição de seu acervo

permanente, para mostrar a história do Brasil, do período colonial ao início do século XX.

Assista aqui:






Museu em movimento 4
Quais são os limites de um museu de arte? Como ele é construído ao longo dos anos? O programa mostra a transformação pela qual passou a Pinacoteca ao mudar a exposição de seu acervo permanente, para mostrar a história do Brasil, do período colonial ao início do século XX.
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Você sabe identificar quadros famosos?

Faça o teste e descubra se você está antenado com a História da Arte



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quinta-feira, 24 de maio de 2012

A História da Arte" do autor E.H. Gombrich

"A História da Arte" do autor E.H. Gombrich é um livro bem rico em informações que vão da Pré-História a Arte Moderna Mundial porém pouco fala sobre o Brasil, assim como, o livro
"História Moderna" do autor Giulio Carlo Argan que dá mais ênfase a arte Moderna e Contemporânea Mundial Internacional. Toda escola de arte adota um destes dois livros. Argan possui mais livros apesar deste ser o mais famoso.



"História da Pintura Moderna" do autor Hebert Read também é muito usado e possui uma leitura relativamente fácil outro livro do autor é "Escultura Moderna: História Concisa".
"Caminhos da Escultura Moderna" da autora Rosalind Krauss é um livro um pouco pesado em relação a leitura mas é bastante indicado para se conhecer a escultura.
O "Livro da Arte" publicado pela Martins Fontes é um pequeno dicionário ilustrado de artistas internacionais tanto pintores como escultores organizado em ordem alfabética onde você encontra uma obra de cada artista nele presente juntamente com uma pequena descrição desta obra. Em minha opinião é muito interessante embora não seja possível conhecer um artista através de uma obra só porém pode levar o leitor a pesquisar (se ele estiver interesse claro!).
"História da Arte" de Graça Proença é um livro sobre arte Internacional e Brasileira, não é muito grande entretanto consegue tratar do básico da arte desde a pré-história até o contemporâneo. A autora lançou um outro livro mais completo intitulado: Descobrindo a História da Arte. O primeiro livro da autora pode ser complementado por outro livro brasileiro intitulado "Viagem pela Arte Brasileira" de Alberto Beutternmuller que também vai tratar desde a pré-história até a atualidade e com curiosidade: no final de cada período, o autor coloca questões sobre o assunto abordado com exceção do tópico sobre arte contemporânea porque está não possui um padrão de definição. Estes dois livros (Graça Proença e do Alberto) são muito fáceis e gostosos de ler. São válidos até para quem não "entende" de arte.



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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Como se aprende em exposições de arte?



Neste vídeo, a professora Jaqueline Jacques da Costa leva a turma da 8ªsérie da EE Anna Teixeira Prado Zacharias, em São Paulo, para uma visita à 29ª Bienal. Ela organiza os tempos de aprendizagem, prepara os alunos antes da ida à mostra, acompanha a visita, combina estratégias com o arte-educador da Bienal e propõe a realização de um debate com a turma.


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pinturas pré-históricas de cavalos eram realistas, revela DNA

11/11/2011 - 10h18

Pinturas pré-históricas de cavalos eram realistas, revela DNA

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REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE
As imagens encantadoras de cavalos selvagens que povoam a arte da Idade da Pedra não só eram bonitas como também primavam pelo realismo, mostra um estudo que investigou o DNA dos equinos pré-históricos.
Entre arqueólogos, havia um debate antigo sobre a natureza das pinturas de cavalos e de outros grandes mamíferos do Paleolítico Superior (fase anterior à invenção da agricultura, quando ocorre uma explosão artística).
N. Aujoulat/France Presse
Cavalos do Paleolítico tinham coloração baia, preta e "leopardo"
Cavalos do Paleolítico tinham coloração baia, preta e "leopardo"
Não se tinha certeza se essas imagens eram estilizadas, com características sobretudo simbólicas e rituais, ou se os caçadores-coletores de 25 mil anos atrás estavam simplesmente retratando os animais como os viam.
A equipe liderada por Arne Ludwig, do Instituto Leibniz de Pesquisas Zoológicas, em Berlim, decidiu tirar a dúvida analisando amostras genéticas de cavalos da época, obtidas na Sibéria e em vários locais da Europa.
Usando variantes de DNA que denunciam a cor da pelagem do animal, os cientistas mostraram que os cavalos do Paleolítico tinham coloração baia (grosso modo, castanho), preta e "leopardo", um padrão caracterizado por pintinhas pretas no corpo claro do bicho.
Curiosamente, são justamente esses três padrões os retratados pela arte da Era do Gelo. Até as pintinhas aparecem em certas imagens, embora as cores escuras sejam as mais comuns.
Isso sugere "que as pinturas da espécie nas cavernas são retratos claramente realistas dos animais; isso apoia a hipótese de que as pinturas tinham menos conotação simbólica ou transcendental do que se imagina às vezes", escrevem os pesquisadores.
A pesquisa está na revista científica "PNAS".


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Acrópole de Atenas já foi igreja cristã e mesquita

10/11/2011 - 07h42

Acrópole de Atenas já foi igreja cristã e mesquita

MAURÍCIO KANNO
ENVIADO ESPECIAL AO MEDITERRÂNEO
Atenas aparece hoje no noticiário no bojo da crise que derrubou o primeiro-ministro George Papandreou e suscita negociações para formar um governo capaz de aprovar o pacote de resgate de 130 bilhões, da União Europeia, destinado a evitar a bancarrota da economia grega.
Agruras do endividamento e da política à parte, Atenas, a capital da Grécia, é o que se poderia chamar de um destino turístico clássico.
A Acrópole (ou "cidade alta", do grego) é um marco histórico tão importante que, na cidade, os prédios no centro histórico são proibidos de ter mais que quatro andares. Nos outros locais, oito andares é o limite e, assim, em qualquer lugar, a vista chega longe.
Mas, voltando à Acrópole, ela é uma colina rochosa onde está preservado o Pártenon, templo construído em homenagem à deusa Atena, "padroeira" da cidade.
Grandiosa, essa construção vive em reformas, com quase 14,7 m de altura e base de 69,5 m por 30,9 m. Já teve 46 colunas externas e 23 internas e, curiosamente, sua base é levemente curvada em direção ao centro superior, assim como há colunas mais largas que fazem uma "correção óptica" do monumento.
Mauricio Kanno/Folhapress
Turistas observam o Partenon, na Acrópole de Atenas
Turistas observam o Partenon, na Acrópole de Atenas
O templo, incluindo decorações, foi terminado em 432 a.C., substituindo outro destruído durante a invasão dos persas -depois repelidos.
Essa foi a época do auge da democracia ateniense, quando a cidade era um centro cultural e se sobrepunha às outras cidades-Estado gregas.
O irônico é que, no século 5º d.C., após o avanço do Império Romano, o prédio foi convertido numa igreja cristã dedicada à Virgem Maria.
Como se não bastasse, o Império Otomano transformou o edifício em uma mesquita por volta de 1460 -o Pártenon ganhou até um minarete, a peculiar torre dos templos islâmicos.
Só é chato que os andaimes ao redor do monumento atrapalhem o viajante mais observador e dificultem uma impressão de viagem ao passado que o local sugere.
As obras de restauração na Acrópole, ainda que necessárias, estão em andamento desde 1983. E é pena que, ao restaurar seu aspecto original, tenham deixado a Acrópole "nova" demais.


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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ARTE, S.O.S.

ARTE, S.O.S.

Arqueólogos com treinamento militar e agentes de restauro vão a zonas de guerra pelo mundo para proteger obras de arte em risco

Apu Gomes/Folhapress
Ruínas grecoromanas de Cirene, na Líbia

SILAS MARTÍ
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

Dias antes de deflagrarem os primeiros ataques aéreos à Líbia em março, na guerra que levou à morte o ditador Muammar Gaddafi na semana passada, tropas da Otan receberam um relatório com coordenadas dos sítios arqueológicos do país para evitar que fossem bombardeados.
Quando o conflito avançou e rebeldes tomaram Trípoli, dois agentes militares com especialização em arqueologia foram à Líbia para ver de perto os estragos da guerra.
Agora, com o leste do país sob controle das forças aliadas, uma nova missão, com restauradores e outros especialistas, está sendo planejada, para ver o que ficou de fora das primeiras inspeções.
Cada vez que uma guerra ou desastre natural ameaça o patrimônio histórico e artístico de um país, agentes do Escudo Azul, órgão internacional que tem o mesmo peso que a Cruz Vermelha nas Nações Unidas, entram em ação em missões desse tipo.
"Este foi um momento intenso para nós, com a Primavera Árabe, o tsunami no Japão e as ações de rescaldo do terremoto no Haiti", afirmou France Desmarais, diretora do International Council of Museums (Icom), que representa museus de 140 países, numa entrevista em Brasília.
Ela é uma canadense fluente em árabe, que, de Paris, coordena as ações do Escudo Azul e do conselho global de museus. Desmarais esteve em Brasília na semana passada num seminário sobre prevenção de risco a obras de arte.
"Quando algo acontece, fazemos uma advertência oficial e uma lista de obras em perigo", diz Desmarais. "Uma das listas já evitou que 1.500 peças históricas fossem traficadas do Afeganistão para Londres, todas apreendidas no aeroporto de Heathrow."
Em tempos de guerra, esse é o segundo destino mais comum de obras de arte. Ou são destruídas no conflito ou acabam surrupiadas para engrossar coleções ilegais -o tráfico de obras movimenta, segundo Desmarais, cerca de R$ 10,6 bilhões a cada ano.
E agentes trabalham nas duas frentes. Foi o Escudo Azul que repassou as coordenadas de sítios históricos aos militares na Líbia, enquanto o Icom, associado a esse órgão, elabora listas de peças em risco e repassa a informação a agentes da Interpol.
No levante contra o ditador Hosni Mubarak, no Egito, houve saques ao Museu Egípcio e sítios arqueológicos também estavam ameaçados.
"Houve um grande tumulto e danos graves aos museus", conta Thomas Schuler, cérebro das missões à Líbia e ao Egito e responsável pelo recrutamento dos agentes do Escudo Azul.
"Nem a Interpol sabia o que estava havendo. Precisávamos entrar como observadores e ver se boatos de destruição eram verdadeiros."

DESASTRES NATURAIS
Em casos de desastres naturais, como o terremoto que arrasou o Haiti no ano passado, grupos como o Escudo Azul ou o Instituto Brasileiro de Museus, órgão do Ministério da Cultura, também coordenam ações de resgate.
Na presidência rotativa do Ibermuseus, conselho dos museus ibero-americanos, o Brasil está envolvido na reconstrução de um museu de arte naïf em Porto Príncipe.
Nos primeiros dias depois da catástrofe, homens do Escudo Azul foram à ilha avaliar os danos, convocando arquitetos de todo o Caribe numa equipe de 80 pessoas.
"Havia enormes rachaduras nas paredes e não pudemos entrar em muitos museus", lembra Schuler. "Tivemos de trazer mais especialistas para resgatar objetos."

O jornalista SILAS MARTÍ viajou a convite do Ibermuseus.
Texto Anterior: Mônica Bergamo


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sábado, 15 de outubro de 2011

Pós Impressionismo



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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arqueólogos acham mais antigo ateliê do planeta

Arqueólogos acham mais antigo ateliê do planeta Caverna na África do Sul abrigava "paletas" de tinta há 100 mil anos Tons de ocre podem ter servido para pinturas murais ou corporais e indicam mentalidade complexa nessa época

 Magnus Haaland/"Science"/AP
Vista do mar a partir do interior da caverna de Blombos 

 RICARDO BONALUME NETO DE SÃO PAULO

 O mais antigo ateliê de pintura da Terra foi achado em uma caverna sul-africana. Os pintores de 100 mil anos atrás eram fãs de uma tinta ocre, com tons que variam entre vermelho, marrom e amarelo, armazenada em "paletas" feitas de conchas marinhas. Os artistas primitivos usavam pigmentos de origem mineral e davam predileção a cores que, segundo as especulações dos pesquisadores, lembravam a vida cotidiana, seja pelo sangue das caçadas, seja pela fertilidade, ligada à menstruação no imaginário dos povos antigos.

 SEM FASE AZUL Teriam entendido plenamente o "período rosa" de pinturas do espanhol Pablo Picasso (1881-1973), que durou de 1904 a 1906; não entenderiam, nem teriam como imitar, a "fase azul" anterior, por falta de pigmentos -ou talvez de interesse. Os pesquisadores associam a descoberta do antigo ateliê à própria evolução do pensamento humano. Pintamos, logo pensamos. O ocre está disponível em óxidos de ferro, no solo, e pode servir tanto para pinturas murais quanto corporais. A "tinta" seria até um primitivo protetor solar para a pele.

"A capacidade conceitual de amostrar, combinar e armazenar substâncias que aperfeiçoam a tecnologia ou as práticas sociais representa um marco na evolução da cognição humana complexa", escreveram os pesquisadores na edição de hoje da revista americana "Science". A equipe, liderada por Christopher Henshilwood (professor da Universidade de Bergen, Noruega, e da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul) encontrou o "ateliê" na caverna de Blombos, 300 km a leste da Cidade do Cabo. Francesco d'Errico, da Universidade de Bordeaux, na França, coordenou a datação do material encontrado por lá.

O ocre, as ferramentas de pedra para sua produção e as conchas foram achados já em 2008, mas desde então a equipe trabalhou para se certificar das datas. A análise do interior das conchas, onde a "tinta" ocre era misturada, revelou traços do que poderia ser a ação de dedos humanos durante o processo de preparar o produto para o uso.

Os pesquisadores identificaram dois "kits de ferramentas" usados para a produção da tinta. Pela ausência de outros tipos de detritos comuns em cavernas habitadas por seres humanos nessa camada, como restos de animais, eles especulam que um grupo de pessoas esteve ali "por um dia ou dois, no máximo", diz Henshilwood.

A caverna, cuja habitação começou há 140 mil anos, tem se revelado um grande tesouro de achados ligados à evolução cultural humana.


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terça-feira, 21 de junho de 2011

Museu acredita que retrato de Van Gogh representa seu irmão

21/06/2011 - 19h14


O Museu Van Gogh de Amsterdã comunicou nesta terça-feira ter indícios de que um autorretrato de Vincent van Gogh (1853-1890), no qual o pintor aparece com uma jaqueta azul e um chapéu amarelo, representa na realidade seu irmão Theo (1857-1891).

O quadro faz parte de uma exposição aberta nesta terça-feira na qual o museu expõe 93 obras do artista pintadas na Antuérpia e em Paris, e que foram objetos de estudo para revelar novos elementos da obra de Van Gogh, segundo indicou a pinacoteca em comunicado.

Segundo o pesquisador Louis van Tilborgh, responsável pelo estudo, no retrato em questão a barba é menos avermelhada que a de outros autorretratos de Van Gogh e está cortada na metade da bochecha, enquanto o pintor a deixava sempre mais espessa.

Van Gogh Museum/Associated Press

Museu Van Gogh acredita que quadro tido como autorretrato é, na verdade, retrato do irmão do pintor

Tilborgh também acredita que se trata de um retrato de Theo Van Gogh, porque a orelha vista no quadro é muito mais redonda que a do pintor, o que coincide com outras fotos de Theo, que se parecia muito com o irmão.

A mostra, que será exibida até dia 18 de setembro, inclui outras descobertas como o fato do famoso quadro que representa duas botas desgastadas de um operário ocultar uma paisagem parisiense, o que confirmaria que Van Gogh o pintou quando vivia em Paris, onde esteve entre 1886 e 1888, e não na cidade holandesa de Nuenen.


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domingo, 17 de abril de 2011

Marcos Troyjo é um estudioso de Da Vinci e Maquiavel




O diplomata e cientista político Marcos Troyjo foi porta voz do Brasil no conselho de segurança da ONU e é professor visitante na Sorbonne. Além disso, é um estudioso de Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel.

Trayjo falou sobre a ligação entre Da Vinci e Maquiavel, ambos florentinos, contemporâneos e que buscavam a mesma coisa – “o homem perfeito”. Marcos falou sobre as obras de engenharia de da Vinci, a maioria para fins militares, enquanto ilustrações originais de Leonardo eram mostradas no telão.

Ele também falou sobre a ligação de Da Vinci com Cesare Borgia e o duque de Sforza, para quem trabalhou e a história do mural com a pintura da Batalha de Anghiari.



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quinta-feira, 17 de março de 2011

Leitura de uma das obras mais importantes da pintura romântica, O fuzilamento (1814), um quadro de Francisco de Goya (1746-1828).




Clique na imagem para ampliar




Hora de Música (1901), de Oscar Pereira da Silva.
No século XIX, o piano foi o centro da diversão familiar.
Nesse período, toda dama deveria ter algum domínio desse instrumento musical.


Retrato de D. Carlota, do pintor romântico português Visconde de Menezes.


 
O trigal (1826), de John Constable.

O campo de trigo
Autor: John Constable
Data: 1826
Museu: National Gallery, Londres
Características: 143 x 122 cm.
Material: Óleo sobre tela
Estilo: Romantismo Inglês
Constable obras definitivamente ainda não atraiu o público que pôde ver com os famosos "seis-pé", embora o Hay Wain colher uma medalha de ouro no Salão de Paris, 1824 -. Esta seria a razão pela qual, nos anos meados da década de 1820 envolvida em comportamentos praticados cenas pitorescas que estavam mais perto o gosto do público. Possivelmente o mais atraente dessas cenas é o campo de trigo, uma boa imagem com um garoto beber de um córrego e um bando de ovelhas andando no caminho que leva ao campo de trigo, cuja porta aberta política não se esqueça campos cercados desenvolvido no Vale do Stour para evitar que os animais acabaram com a colheita, podemos ver a paisagem maravilhosa iluminada por um poderoso holofote solar mediodíaLos especialistas acreditam que estamos com uma imagem idealizada da própria infância Constable, quando os seus habituais passeios no condado de Suffolk parou de beber nas águas claras dos igarapés. Mesmo aponta para uma representação da infância como uma fase feliz do ser humano. Talvez nós estamos apenas perante uma cena cheia de naturalismo, em que pelo caminho, encontramos algumas inconsistências como a porta aberta do campo de trigo ou a primeira árvore do lado esquerdo que ainda está de pé, apesar de ser podre, em que sol de verão, foi apresentado como Paisagem: Meio-dia, criam um efeito de claro-escuro sensacional, enquanto as nuvens trazem uma sensação de dinamismo, o professor trabalha com um golpe preciso e uniforme a retalho, às vezes. Tentando vender a obra introduziu esses elementos anedóticos, curiosos - "tem mais de bálsamo para os olhos que geralmente concordam em dar", disse o pintor, mas, paradoxalmente, quando foi exibido na Royal Academy em 1826 não vendeu.

Director de la colección: Luis Sanguino Arias

            
               Cruzando o riacho (1814) de J. M. W. Turner.


O pensador (1880-1889), de Auguste Rodin, escultura em bronze.


O naufrágio do Esperança (1821), de Caspar David Freidrich.
Informações extraídas do livro: de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, título Português linguagens volume único.


J.M.W. Turner - Michael
Bockemühl R$48.50


Clique aqui para ampliar


J.M.W. Turner 1775-1851 O mundo da luz e da cor


Este livro é uma releitura de Michael

 Bockemuhl, com 95 páginas da história de

Turner e principais obras. Capa dura, livro no

 formato de 23x29cm.


Edição toda em Português.


“Eu não pinto para que me percebam, mas para

mostrar o aspecto de determinada cena”


* J.M.W. Turner.
 



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quarta-feira, 9 de março de 2011

Arte em andamento: releituras, influências e citações na criação artística

Janeiro/2011

As obras de Cândido Portinari e Pablo Picasso são tema de reportagem da BRAVO! de janeiro de 2011. Aproveite o texto, as imagens de referência disponíveis neste site e o plano de aula abaixo para discutir com a turma o processo de criação artística.

Carlos Arouca


Objetivos

Entrar em contato com o processo de criação de um artista;
Reconhecer influências estéticas;
Criar produções artísticas com base em grandes obras;
Valorizar a pesquisa e os estudos gráficos na criação artística.


 
Conteúdos

Desenho e pintura;
Leitura de imagens;
Obras de Candido Portinari e Pablo Picasso.


Tempo estimado
Cinco aulas.


Material necessário:

Computador com datashow (ou cópias coloridas das imagens sugeridas neste plano de aula); lápis grafite; caderno para anotações; papel craft; lápis coloridos; rolinho para pintura; giz de cera, tinta guache branca; tintas coloridas guache ou tinta acrílica.

Desenvolvimento

1ª aula: "Guerra e Paz" de Portinari

Inicie a aula apresentando aos alunos o tema que será estudado: as representações de situações de guerra e de paz produzidas por alguns artistas e a influência deles sobre o trabalho de outras pessoas.

Pergunte aos alunos que elementos (figuras, cores, locais etc.) eles utilizariam se tivessem que criar uma pintura sobre guerra. Anote no quadro os elementos citados.

Conte à classe que, em diferentes épocas, artistas retrataram os horrores de inúmeras guerras por meio de diversas formas de expressão. Apresente aos estudantes os painéis de Candido Portinari intitulados "Guerra e Paz", disponíveis no site http://www.guerraepaz.org.br./ Se possível, projete as obras na sala, caso contrário, utilize cópias impressas.

Comece explorando com a turma o painel Guerra e proponha que procurem nele os elementos citados anteriormente. Em seguida, aproveite a ferramenta de zoom disponível no site para aproximar a obra e observar os detalhes da pintura. Reserve cerca de dez minutos para que os alunos socializem as impressões que tiveram a respeito da pintura.

Ainda no site, clique na palavra "Paz", acesse o segundo painel e repita a sequência de observação acima.

Deixe a imagem do painel "Guerra" projetada na parede e proponha que cada aluno faça um desenho inspirado em um detalhe da obra que achou mais interessante. Reserve os últimos minutos da aula para a realização da atividade e, caso seja necessário, peça que finalizem em casa e tragam o resultado na aula seguinte.


2ª aula: apresentação de trabalhos e discussão sobre influências na Arte

Inicie a aula organizando uma breve exposição dos trabalhos a turma. Aproveite para comentar o processo de criação dos trabalhos. Convide os alunos a falar sobre suas obras, explicando como selecionaram os detalhes do painel de Portinari que usaram como inspiração.

Conte à classe que, assim como eles se inspiraram na obra do artista paulista para criar seus trabalhos, também Portinari tinha suas referências preferidas e obras que o influenciavam.

Pergunte se alguém já ouviu falar em Pablo Picasso ou em um trabalho seu chamado "Guernica".


Apresente para a classe uma imagem da obra e estimule os estudantes a falar sobre suas primeiras impressões a respeito dela. Conte aos alunos que o painel foi pintado por Picasso em 1937 para ser exposto no pavilhão da República Espanhola, na Exposição Internacional de Paris. A obra retrata o bombardeio alemão à cidade de Guernica, apoiado pelo ditador espanhol Francisco Franco.  

Em seguida, questione se eles reconhecem algum tipo de semelhança entre "Guerra e Paz" de Portinari e "Guernica" de Pablo Picasso. Dê um tempo para que a turma apresente suas opiniões.

Conte à classe que o tema não é o único fator comum às duas obras. Além dele, ambas possuem tamanhos muito grandes ("Guerra e Paz" é constituída de dois painéis de 14x10 m e "Guernica" possui 3,5 x 7,8m) e, para serem criadas, foram necessários inúmeros estudos.

Para finalizar, proponha à classe a criação de grandes murais coletivos para serem expostos no espaço da escola. Encerre a aula organizando os grupos e propondo que cada um escolha um tema para o mural que vai ser iniciado na aula seguinte.


3ª aula: criação de estudos antes de uma obra final

Organize a classe nos grupos definidos anteriormente. Apresente aos alunos alguns estudos feitos por Candido Portinari para seus painéis da obra "Guerra e Paz", disponíveis em http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/guerra-paz-portinari-616379.shtml. Discuta-os com a turma.

Em seguida, entregue aos alunos folhas tipo sulfite e peça que cada grupo faça alguns estudos relativos a seu painel. Sugira que reúnam algumas folhas para criar um esboço geral do painel e separem outras para estudos sobre os detalhes que serão desenhados.

Deixe que utilizem o restante da aula para a elaboração dos estudos. Acompanhe o processo de criação, estimulando todos os alunos a participar - seja desenhando, escolhendo cores ou sugerindo temas.


4ª aula: transposição dos estudos para o painel

Entregue a cada grupo uma tira de papel craft, ou similar, de aproximadamente 2 x 4 metros. Com o rolinho e a tinta branca, peça que cada grupo dê uma mão de tinta no papel para preparar a superfície que vai receber as imagens.
 
Quando a tinta secar, oriente os grupos para desenharem de maneira suave com lápis grafite as imagens em seus tamanhos e lugares finais. Proponha, então, que iniciem a pintura sobre o desenho - os alunos devem pintar primeiramente as cores de fundo e, só depois, os detalhes.


5ª aula: exposição dos murais e socialização de impressões finais

Depois de terminados os painéis, organize com a turma a exposição deles. O local escolhido pode ser a sala de aula, ou algum espaço coberto disponível na escola - como o pátio interno ou o corredor.

Na hora de preparar a exposição, peça que os estudantes prestem atenção no acabamento. Fitas dupla face ou "bolinhas de fita crepe" coladas na parte de trás da pintura costumam ser boas estratégias para fixar as obras sem estragá-las.

Com as obras expostas, dê um tempo para que os alunos observem os trabalhos dos outros grupos. Em seguida, reúna-os para que comentem os processos de criação e discutam os resultados alcançados.

Avaliação

Procure tomar notas sobre a participação de cada aluno durante o processo de criação dos painéis. Uma breve autoavaliação final pode ser uma ferramenta útil para facilitar a avaliação individual. Procure tirar fotos dos trabalhos finalizados para que sejam usados como referências no próximo ano.

 
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Consultoria Carlos Arouca, professor de Arte da Escola da Vila e da Escola Vera Cruz, em São Paulo


 
"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)

Fonte: Revista Bravo




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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fayga Ostrower


Biografia:

Fayga Ostrower
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fayga Perla Ostrower (Lodz, 14 de setembro de 1920 — Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2001) foi uma artista plástica brasileira nascida na Polônia. Atuou como gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora.

De família judia, Fayga Perla Krakowski viveu na Alemanha quando mudou-se para a Bélgica e emigrar para o Brasil em 1934. Casou-se em 1941 com o historiador Heinz Ostrower, com quem teve dois filhos, Carl Robert e Anna Leonor (Noni).
Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estudou xilogravura com o austríaco Axl Leskoscheck e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fundação Fullbright.
A obra de Paul Cezanne exerceu grande fascínio, e contribuiu para adotar o estilo abstrato, causando reação dos críticos e colegas.
Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas. Recebeu numerosos prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.
Docência
Entre os anos de 1954 e 1970, desenvolveu atividades docentes na disciplina de Composição e Análise Crítica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No decorrer da década de 1960, lecionou no Spellman College, em Atlanta, EUA; na Slade School da Universidade de Londres, Inglaterra, e, posteriormente, como professora de pós-graduação, em várias universidades brasileiras. Durante estes anos desenvolveu também cursos para operários e centros comunitários, visando a divulgação da arte. Proferiu palestras em inúmeras universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.
Anna Bella Geiger e Lygia Pape foram alguns dos alunos de Fayga que se destacaram na carreira artística.
Cargos
• Presidente da Associação Brasileira de Artes Plásticas entre 1963 e 1966.
• Presidente da Comissão brasileira da International Society of Education through Art, INSEA, da Unesco de 1978 a 1982
• Membro honorário da Academia de Arte e Desenho de Florença.
• Membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1982 a 1988.
Condecorações
• Ordem do Rio Branco em 1972
• Ordem do Mérito Cultural em 1997
• Grande Prêmio de Artes Plásticas do Ministério da Cultura em 1999
Livros
• "Criatividade e Processos de Criação". Rio de Janeiro: Editora Vozes
• "Universos da Arte". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1983.
• "Acasos e Criação Artística". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1990.
• "A Sensibilidade do Intelecto". Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998. (Prêmio Literário Jabuti, em 1999)
• "Goya, Artista Revolucionário e Humanista". São Paulo: Editora Imaginário,
• "A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte". Rio de Janeiro: Editora Campus,
• "Fayga Ostrower", Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2001. (Biografia de Fayga Ostrower com textos de Wilson Coutinho e Lilia Sampaio).
• Álbum de gravuras de 1954 e 1966, pela Biblioteca Nacional, 1969
• Publicou também numerosos artigos e ensaios na imprensa e na mídia eletrônica.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Arte - Por que estudar?

Arte
Por que estudar?

Mas que importância ela tem para a sua vida?
Esta pergunta tem muitas respostas. Uma delas foi formulada pelo filósofo alemão Nietzsche. Há mais de 2,5 mil anos, os gregos produziram na arte, literatura, ciência e filosofia uma grandiosa coleção de obras-primas, que estabeleceu os padrões de nossa cultura.

Nietzsche dizia que o povo grego era marcado por uma grande sensibilidade ao sofrimento e, ao mesmo tempo, tinha um grande talento artístico. Por isso, Para tornar a vida mais intensa e alegre, os gregos criaram a arte da aparência e da beleza.

Os gregos acreditavam que a beleza era uma mistura de harmonia, ordem e proporção. Por isso, eles construíram uma civilização sustentada no equilíbrio. O ideal de vida era a moderação. “Nada em demasia” – era uma idéia que servia de contraponto à violência dos instintos e paixões.

Mas depois de muitos anos cultuando a beleza, os gregos perceberam que as perdas e as dores não poderiam ser evitadas para sempre. Negar o sofrimento é negar a própria vida.

O teatro, no Ocidente, nasceu da tragédia grega. Sófocles, Ésquilo e Euripides foram os principais autores trágicos. Eles criaram tramas que até hoje são adaptadas para o teatro, cinema e a TV.

Em 1987, Dias Gomes adaptou para a novela “Mandala” a história de Édipo que, sem saber mata o pai, se casa com a mãe e fura os próprios olhos, como punição.

As tragédias gregas, como “Antígona”, representam as desgraças mais terríveis que se pode viver. As grandes questões da vida, que permanecem ao longo dos séculos, são discutidas em cena: a relação do homem com o tempo, a morte, a lei, com as suas paixões.
Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível, e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão, do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte, nos deixa comovidos.

Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte nos deixa comovido.

A gente só é capaz de se comover com a própria dor quando aprende a se distanciar dela. A arte cria este afastamento. Numa peça ou filme, por exemplo, você chora pelo herói, fica arrasado, mas na verdade, você está sentado numa cadeira. E o ator não está sofrendo de verdade. É um jogo.


“Se você dá o grito, se você dá o tiro em cena, se você fala maldita, você cura a platéia de ter que dizer isso na casa dela, de ela ter que ferir alguém, de ela ter que atirar em alguém”, diz a atriz Christiane Torloni.

Por tudo isso, a função da tragédia grega era, para Nietzsche, produzir alegria. Ao contrário do que parece, quando o homem se relaciona com a dor, por meio da arte, ele se fortalece. A tragédia é uma afirmação da vida.

“O artista é aquele que pula o abismo pela platéia”, define Torloni.
“Se ao artista vive a dor que tem que ser vivida, ele é o antídoto da dor no peito na platéia", diz Christiane Torloni.
O homem precisa de algum conhecimento para sobreviver. Para viver, ele precisa de arte.

Resumo do Texto Retirado do "quadro - Ser ou Não Ser - O papel da arte " exibido pela rede Globo no Fantástico.


"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."
(Mahatma Gandhi)


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A arte barroca e o contexto

A arte barroca e o contexto

Foi nesse contexto de abertura econômica, de fechamento político, de luta de classes sociais e de crises religiosas que nasceu e se desenvolveu a arte barroca.
O gosto barroco pela aproximação de realidades opostas, pelo conflito e pelas contradições violentas está diretamente relacionado a esse contexto.
Politicamente o homem da época sentia-se oprimido, enquanto economicamente se via livre para enriquecer. Apesar da possibilidade de ascensão econômica, a estrutura social do Antigo Regime não lhe permitia, porém, a ascensão social.
No plano espiritual, igualmente se verificavam contradições. Ao lado das conquistas e dos valores do Renascimento e do mercantilismo, que possibilitavam a aquisição de bens e prazeres materiais, havia a atuação da Contra-Reforma, que procurava restaurar a fé cristã medieval e estimular a vida e os valores espirituais.
Por esse conjunto de razões é que se verifica na linguagem barroca, tanto na forma quanto no conteúdo, uma rejeição constante da visão ordenada das coisas. Os temas são aqueles que refletem os estados de tensão da alma humana, tais como vida e morte, matéria e espírito, amor platônico e amor carnal, pecado e perdão. A construção, por sua vez, acentua e amplia o sentido trágico desses temas, ao fazer uso de uma linguagem de difícil acesso, rebuscada, cheia de inversões e de figuras de linguagem.
Fruto da síntese entre duas mentalidades, a medieval e a renascentista, o homem do século XVII era um ser contraditório, tal qual a arte pela qual se expressou.
Fonte: Livro, Língua Portuguesa - Volume Único (Português: Linguagens)
Autor: William Roberto Cereja – Thereza Cochar Magalhães
Página 91.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Agonia e Êxtase



“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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Íntegra: Desafios contemporâneos – A Arte – Enrique Diaz e Marcos Chaves



Publicado em:04/10/2009 às 22:45:45

Quais os desafios da arte no mundo contemporâneo? Como as artes plásticas, o teatro e a poesia convivem com a tecnologia e os novos meios? O lugar do teatro, os destinos do livro, a computação gráfica, o (des)limite entre as artes, o direito autoral, expectativas e ansiedades sobre o mundo contemporâneo serão alguns dos temas tratados.

Palestra de Enrique Diaz e Marcos Chaves no programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 11 de setembro, em Campinas.

Café Filosófico

“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Barroco - A Arte da Indisciplina Parte II

Características da linguagem barroca


Algumas características essenciais da linguagem barroca, como o interesse por temas religiosos, os dualismos que refletem o conflito espiritual do homem barroco, a morbidez como forma de acentuar o sentido trágico da vida, o emprego constante de figuras de linguagem, o uso de uma linguagem requintada. Além dessas características, há outras que merecem destaque:

• a efemeridade do tempo e o carpe diem: o homem barroco tem consciência de que a vida terrena é efêmera, passageira, e, por isso, é preciso pensar na salvação espiritual. Mas, já que a vida é passageira, sente, ao mesmo tempo, desejo de gozá-la antes que acabe, o que resulta num sentimento contraditório, já que gozar a vida implica pecar, e, se há pecado, não há salvação.
• cultismo: é o rebuscamento formal, caracterizado pelo jogo de palavras e pelo excessivo emprego de figuras de linguagem. Também conhecido como gongorismo, pela influência do estilo do poeta espanhol Luís de Gôngora, o cultismo explora efeitos sensoriais, tais como cor, tom, forma, volume, sonoridade, imagens violentas e fantasiosas, recursos que sugerem, enfim, a superação dos limites da realidade.
• conceptismo: (do espanhol concepto, “idéia”) é o jogo de idéias, constituídos pelas sutilezas do raciocínio e do pensamento lógico, por analogia, etc. Embora seja mais comum o cultismo manifestar-se na poesia e o conceptismo na prosa, é perfeitamente normal aparecerem ambos em um mesmo texto.
• jogo de claro-escuro: embora esse aspecto seja mais visível nas artes plásticas (observe a reprodução do quadro de abertura da unidade), o Barroco aprecia fundir a luz à sombra, o que traduz o conflito resultante do desejo de fundir a fé à razão ou a razão à emoção/sensação.

O quadro As meninas (1656), de Velázquez, além de empregar a técnica barroca do claro-escuro, contrapõe a grosseria dos traços da anã Mari-Bárbola (à direita, de vestido escuro) à delicadeza da infanta Margarita (no centro, de vestido claro).
Com base no que foi estudado, veja, a seguir, de forma esquemática, o quadro comparativo das principais características da linguagem barroca e da linguagem clássico-renascentista:

Fonte: Livro, Língua Portuguesa - Volume Único (Português: Linguagens)
Autor: William Roberto Cereja – Thereza Cochar Magalhães
Pág. 89 e 90.



“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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