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sábado, 14 de junho de 2008

0011. Desenho de um Ramo de Louro com Modelo em Gesso

DESENHO DE UM RAMO DE LOURO COM MODELO EM GESSO.


A figura 7 representa um modelo cujas folhas de louro estão representadas sobre um plano de forma retangular, o que o distingue do modelo do limão - o da figura 1 - que foi feito sobre uma superfície quase quadrada, ou da flor-de-lis - figura 4 que se apresenta sobre um fundo circular. Na figura 7, já referida, pode-se notar que o conjunto das folhas de louro está quase totalmente inscrito numa figura geométrica muito simples, o losango, ou rombo. As linhas dos eixos do rombo servem para determinar a posição das folhas de louro e sua distribuição dentro do conjunto. Recordemos ainda uma vez que se deve partir do todo para as partes. Por isso, neste caso, uma vez desenhado as linhas do losango que encerra o conjunto das folhas, ditas figuras são subdivididas em outras menores, até chegar-se ao desenho das folhas soltas. Procedendo-se assim, pode-se ter a certeza da boa distribuição, sem correr o risco de ter que começar de novo o trabalho, apo terminá-lo. Esta é a grande vantagem desse método, que consiste em partir dos grupos maiores para os detalhes. De outro modo o mais provável é que o desenho resulte defeituoso.




A figura 8 indica uma nova etapa do desenho. Aqui - a exemplo dos modelos anteriores - já se apagaram as linhas auxiliares que servem para a construção do desenho. Isto faz com que vejamos depuradas as linhas do contorno de cada folha. Assinalam-se, além disso, as sombras mais importantes, correspondentes a esta fase do desenvolvimento de um desenho, não só as próprias como as projetadas.




Na figura 9 aparece o modelo completamente desenhado. Nele podemos apreciar o jogo harmônico das formas, cujos planos estão banhados pela luz, em alguns casos, e envoltos pelas sombras e meias-tintas, em outros.




As sombras que aparecem na figura 8 foram reforçadas; e, para evitar a separação violenta entre os planos de luz e os de sombra, distribuíram-se convenientemente as meias-tintas, estabelecendo-se a suave transição entre aqueles dois extremos.



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terça-feira, 10 de junho de 2008

0007. As Três Fases principais do Desenho de um Gesso - Exercícios

AS TRÊS FASES PRINCIPAIS DO DESENHO DE UM GESSO.

A figura 1 nos mostra um modelo em gesso que representa um limão rodeado por algumas folhas de limoeiro.


Na primeira fase dedicar-se-á o estudante a estabelecer, tão exatamente quando possível, as proporções do modelo, para o que inscreverá o conjunto em figuras geométricas. Em seguida subdividirá este conjunto de elementos em grupos de figuras geométricas menores. E assim caminhará do todo para as partes, evitando os erros e proporções a que conduz a falta de método.

O caso inverso - quando se pretende desenhar começando pelas partes para chegar ao todo - é um grave erro, porque o desenho nunca sai na medida que se deseja, o que muito desanima o desenhista.
Pode-se observar que, neste modelo, o limão e as folhas foram representados sobre um plano que é quase um quadrado.
Na figura 2 podemos apreciar a segunda fase do desenho do mesmo modelo, da figura 1; na primeira das fases cuidamos particularmente das proporções; na segunda passaremos ao desenho das formas do limão e das folhas com maior riqueza de por menores.



Uma vez determinados os contornos, poderemos pensar nos contrastes de luz e sombra, ou seja, no claro-escuro do desenho, e para isso desenharemos a superfície ocupada pelas sombras mais intensas do modelo, assim como as projetadas por este sobre o fundo.
A figura 3 nos mostra o desenho completo, com suas luzes e sombras terminadas.




Na figura 2 havíamos iniciado o estudo do claro-escuro; indicando, aproximadamente, a superfície ocupada pelas sombras mais intensas; cuidaremos agora do desenho das meias-tintas, que servem de passagem entre a luz e a sombra.

O desenho das tintas que compõem o claro-escuro será feito sob a forma de planos simples. Ao mesmo tempo, iremos reforçando o tom das sombras mais intensas, para ajustá-las ao modelo: assim como iremos desenhando os planos ocupados pela luz, e os seus reflexos principais.

Com a precedente descrição das fazes de um desenho, fica demonstrado que todo modelo se compõe de linhas de contorno, superfícies de claro-escuro e não sendo de gesso branco, de cor.
Manda a experiência que se apresente ao estudante de desenho, para os seus primeiros exercícios, modelos de gesso branco, a fim de facilitar-lhe a compreensão do claro-escuro; mas convém recordar que, em qualquer caso, o desenho de um contorno de um modelo é sempre o problema mais importante, e que dito contorno se compõe sempre de linhas retas, curvas, que bradas, mistas, etc.

Enxergar meramente, portanto, não basta. É necessário ter um contato físico, vivido e recente com o objeto a ser desenhado através da maior quantidade de sentidos possíveis-especialmente através do sentido do tato”. (Kimon Nicolaides).

“O desenvolvimento de um observador pode dar a uma pessoa considerável acesso á observação, de diferentes estados de identidade, e um observador externo podem, muitas vezes, inferir diferentes estados de identidade, mas a pessoa que não desenvolveu muito bem a função de observador jamais pode notar as muitas transições de um estado de identidade para outro”. (Charles T. Tart).



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0006. Os Modelos em Gesso

OS MODELOS EM GESSO

Propusemo-nos apresentar neste curso três modelos em gesso completamente distintos em suas formas, a fim de despertar maiores interesse e facilitar a compreensão das pessoas que se iniciam no desenho. Contudo, será conveniente esclarecer que em caso algum o estudante copiará diretamente os desenhos, limitando-se, ante, a tomá-los por guias no exercício do traçado geométrico, que é fundamental em todos os modelos.
Pelas razões expostas, recorrerá o estudante de desenho aos ditos modelos - ou a outros - em gesso, a fim de investigar pessoalmente o traçado geométrico que lhes é próprio, e que permite caracterizá-los segundo a forma que possuam. Assim, em alguns casos o modelo poderá - subdividir-se em figuras geométricas: triângulos, quadrados, losangos, retângulos, círculos, etc. Seja como for, está provado que com este processo elementar-se assegura o bom resultado de um desenho, com enormes vantagens, que proporciona, o copiar um modelo do natural.



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domingo, 25 de maio de 2008

0010. Desenho da Flor-de-lis com Modelos em Gesso

DESENHO DA FLOR-DE-LIS COM MODELO EM GESSO.

Na figura 4 podemos observar um modelo em gesso da flor-de-lis estilizada, que ao tempo da monarquia francesa foi usada como símbolo da realeza. Na sua primeira faze, pode-se observar que o propósito do desenhista foi, sobretudo o de centralizar, no papel, o objeto a desenhar, destarte apresentando convenientemente o seu modelo.



Como a flor-de-lis foi modelada sobre uma superfície redonda, que lhe serve de fundo, desenharemos o círculo, para em seguida localizar a flor. Repare-se que as três partes de que estas se compõem unam-se por uma cinta, cuja borda superior passa um pouco abaixo do diâmetro horizontal do circulo referido; por outro lado, o diâmetro vertical como que servem de eixo central para a distribuição harmônica das ditas partes. Podemos ver também que o modelo apresenta muitas linhas curvas; para determinar bem o grau de intensidade das mesmas, devemos compará-las constantemente com as linhas retas auxiliares mais próximas.
A figura 5 nos dá a apresentação completa do modelo. Exibe já todas as suas linhas de contorno bem definidas; por isso foram apagadas, nessa fase, as linhas auxiliares que servem como diagrama. Os contornos foram apurados e, simultaneamente, esboçou-se o claro-escuro, desenhando-se as sombras principais e posteriormente as sombras projetadas.



Na figura 6 observamos que o claro-escuro do modelo está completo. Nela se determinam, com a intensidade própria, os planos de luz, as sombras e as meias-tintas. Além disso, pode-se ver que alguns reflexos foram indicados, com o fim de separar as sombras próprias do modelo das que o mesmo projeta.


Isso permite, ao mesmo tempo, aumentar o relevo da zona em que se encontra o reflexo, dando acentos suaves à forma da modelo.



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0009. As Leis do Claro-Escuro

Ingres


AS LEIS DO CLARO-ESCURO


O claro-escuro (tom alto e tom baixo) de um modelo pode condensar-se em leis já muito antigas e precisas, visto que todo modelo tem plano de luz, planos de sombras próprias e planas de sombras projetadas. Com estes elementos básicos se determina o relevo de um modelo, e por isso dizemos que o relevo de um modelo constitui a essência mesma de um desenho artístico: sem ele, nada mais é o desenho que uma figura geométrica.

É preciso saber sobre TONALIDADE E INTENSIDADE:

Tonalidade; nuança, matiz.

Intensidade; que pede aplicação intensa, por ter de se fazer em prazo curto. Associadas, porém, produzem efeitos diferentes de quando isoladas.

As sombras de um modelo determinam-lhe as formas internas, e sem elas teríamos apenas o seu contorno. O conjunto formado pelos planos de luz, sombras e contornos determinam o modelo, que, com a indicação de todos os seus relevos, se nos apresenta com o seu aspecto real.
A luz que se projeta sobre um modelo deve estar sempre de um lado do mesmo para que se obtenham os planos de luz, de sombra e os tons das meias-tintas, que exprimem a transição entre luz e a sombra, unindo suavemente estes extremos.
Além do que ficou dito, chamaremos a atenção do estudante de desenho para os chamados reflexos, que são débeis luzes indiretas, cuja presença permite separar as sombras próprias de um corpo das que são por ele projetadas. Os reflexos estão sempre colocados no lado oposto ao da luz, e se acentuam porque esta se projeta sobre algum plano vizinho ao volume em que aparece essa débil luz indireta, evitando deste modo que as sombras próprias e as projetadas formem uma só mancha escura, o que daria ao desenho o aspecto de coisa plana.


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