Somos Arte

Mostrando postagens com marcador Perdas e Danos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perdas e Danos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

QUIS COMPRAR O 'SAMBA'


QUIS COMPRAR O 'SAMBA'
O empresário argentino Eduardo Costantini, 65, transformou há dez anos sua coleção de arte em um dos maiores museus privados da América do Sul, o Malba (Museo de Arte Latino-Americana de Buenos Aires). O acervo da instituição conta com o "Abaporu", de Tarsila do Amaral, arrematado em leilão por U$ 1,4 milhão, em 1995. Costantini participa no próximo dia 4 do seminário "O Colecionismo no Brasil do Século 21", da revista "ARTE!Brasileiros", em SP. Ele falou à coluna por telefone, de Buenos Aires. E revelou ter tentado comprar o quadro "Samba", de Di Cavalcanti, de uma coleção particular destruída há 15 dias em um incêndio no Rio.
*
Folha - Por que é difícil as coleções particulares irem parar nos museus?
Eduardo Costantini - Não há um assistência do governo às iniciativas privadas. Na Argentina, o Estado não ajuda museus como o Malba. Para operarmos, não há incentivos. É um problema cultural no qual o privado e o público não se reconhecem.
E como mantém o Malba?
Tenho que colocar a diferença. O déficit no ano passado foi de três milhões de dólares. Quando alguém do setor privado decide abrir um museu, isso implica manter esse museu por um tempo, é algo a longo prazo.
Como está o projeto de fazer um Malba no Brasil?
Não achamos que haja muito interesse do Brasil. Para nós, o Brasil está mais interessado na arte brasileira e não tanto na latino-americana. Estamos dispostos a emprestar a longo prazo o "Abaporu", temos obras brasileiras importantes. Manifestamos à presidenta Dilma uma ideia genérica, mas não recebemos de nenhum empresário algum interesse concreto.
Pensa em um dia vender o "Abaporu"?
Não posso. O museu não pode perder obras tão significativas. Mas sempre estamos dispostos a colaborar, a emprestar. Se institucionalmente essa obra é tão importante para o Brasil [pausa]... O que acontece é que quase sempre o Brasil está olhando para o outro lado, como fez quando não adquiriu essa obra no leilão. Essa é a realidade. E agora é uma pena esse incêndio no Rio [na casa do marchand Jean Boghici]. Quis comprar há 15 anos o quadro de Di Cavalcanti que pegou fogo ["Samba"]. E o Jean me disse que estava prometido para sua filha [Sabine].
Por que aumentou o interesse pela arte brasileira?
Há uma maior visibilidade da arte latino-americana. Muito por causa do crescimento econômico e da convergência política e econômica da América Latina. Hoje, é muito diferente a posição que a arte latino-americana ocupa. Isso se vê com a disponibilidade de obras. Fazer uma coleção como a do Malba é difícil porque não há obras e os valores se multiplicaram por mais de dez vezes.
Divulgação
O empresário Eduardo Costantini, dono do Malba
O empresário Eduardo Costantini, dono do Malba


Link para essa postagem


Colecionador argentino tentou comprar obra destruída em incêndio no Rio

29/08/2012 - 07h31

Colecionador argentino tentou comprar obra destruída em incêndio no Rio



O empresário argentino Eduardo Costantini, 65, transformou há dez anos sua coleção de arte em um dos maiores museus privados da América do Sul, o Malba (Museo de Arte Latino-Americana de Buenos Aires).
O acervo da instituição conta com o "Abaporu", de Tarsila do Amaral, arrematado em leilão por U$ 1,4 milhão, em 1995. Costantini participa no próximo dia 4 do seminário "O Colecionismo no Brasil do Século 21", da revista "ARTE!Brasileiros", em SP.
Ele falou à coluna da jornalista Mônica Bergamo por telefone, de Buenos Aires. E revelou ter tentado comprar o quadro "Samba", de Di Cavalcanti, de uma coleção particular destruída há 15 dias em um incêndio no Rio.
Divulgação
O empresário Eduardo Costantini, dono do Malba
O empresário Eduardo Costantini, dono do Malba
*
Folha - Pensa em um dia vender o "Abaporu"?
Não posso. O museu não pode perder obras tão significativas. Mas sempre estamos dispostos a colaborar, a emprestar. Se institucionalmente essa obra é tão importante para o Brasil [pausa]... O que acontece é que quase sempre o Brasil está olhando para o outro lado, como fez quando não adquiriu essa obra no leilão. Essa é a realidade. E agora é uma pena esse incêndio no Rio [na casa do marchand Jean Boghici]. Quis comprar há 15 anos o quadro de Di Cavalcanti que pegou fogo ["Samba"]. E o Jean me disse que estava prometido para sua filha [Sabine].
A informação é da coluna de Mônica Bergamo publicada na edição desta quarta-feira (29) da Folha. Leia a íntegra aqui.


Link para essa postagem


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pintura "Samba", de Di Cavalcanti, foi destruída em incêndio no Rio

14/08/2012 - 10h17

Pintura "Samba", de Di Cavalcanti, foi destruída em incêndio no Rio


DO RIO

Peritos da Defesa Civil e técnicos da empresa de seguros iniciaram na manhã desta terça-feira (14) uma avaliação dos danos causados pelo incêndio no apartamento do colecionador Jean Boghici.
O fogo começou no início da noite de segunda-feira (13) e atingiu o primeiro pavimento do dúplex localizado na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, zona sul do Rio.
A pintura "Samba", de Di Cavalcanti, foi destruída pelo fogo. A lista com as outras obras danificadas, no entanto, ainda não foi divulgada.
A família de Boghici ainda não teve acesso ao apartamento, que acabou interditado após o incidente.


Coleção do marchand Jean Boghici




O INCÊNDIO
O incêndio ocorrido na noite de segunda na cobertura do marchand e colecionador Jean Boghici deixou em estado de alerta o mercado de arte brasileiro.
Dono de uma galeria em Ipanema, ele mantinha em seu apartamento um acervo com pinturas de Tarsila do Amaral, Milton Dacosta, Cícero Dias, o quadro "Samba" de Di Cavalcanti, e outras dezenas de obras emblemáticas, brasileiras e estrangeiras.
Até as 22h desta segunda, ainda não se sabia a extensão dos estragos. Segundo os bombeiros, a família de Jean estava em casa quando o fogo começou, mas conseguiu escapar das chamas. Dois gatos morreram.
Diretor da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, Jones Bergamin classifica o acervo de Boghici como "a mais valiosa coleção particular de arte brasileira".
REPERCUSSÃO
"Não dá para calcular o valor das obras de Boghici. É algo na ordem de centenas de milhões de reais. Um pintura como 'Samba', de Di Cavalcanti, por exemplo, não tem preço", disse Jones à Folha, em entrevista por telefone, com a voz trêmula.
Nascido na Romênia, Boghici, 84, desembarcou no Rio, em 1949, e virou uma referência no mercado de arte da cidade, como galerista e colecionador.
Ivo Mesquita, diretor-técnico da Pinacoteca do Estado de São Paulo, chegou a ver de perto a coleção de Boghici.
"Cheguei a visitar duas vezes o apartamento dele. É uma coleção valiosíssima, formada por artistas-chaves para a arte brasileira. E o Jean ajudou a construir a história de muitos desses nomes. É um homem que ajudou a consolidar o circuito de arte no país", avaliou Mesquita, que recebeu a notícia quando participava da inauguração de uma exposição na segunda no Rio.
Amiga de Boghici, a curadora Vanda Klabin estava atônita diante da possibilidade de destruição das obras.
"Ele estava separando uma boa parte das obras na casa dele para o MAR [Museu de Arte do Rio, com inauguração prevista para setembro]", disse Vanda.

Veja mais:

Incêndio destrói acervo de um dos maiores colecionadores de arte do país



Link para essa postagem


trabalhos