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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Como se aprende em exposições de arte?



Neste vídeo, a professora Jaqueline Jacques da Costa leva a turma da 8ªsérie da EE Anna Teixeira Prado Zacharias, em São Paulo, para uma visita à 29ª Bienal. Ela organiza os tempos de aprendizagem, prepara os alunos antes da ida à mostra, acompanha a visita, combina estratégias com o arte-educador da Bienal e propõe a realização de um debate com a turma.


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Como fazer a leitura de obras de Arte?

Revista

A A A
Divulgação
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Objetivos
- Trabalhar as noções de discurso estético e de leitura de obras na História da Arte.
- Reconhecer e defender gostos pessoais em Arte, com base em argumentos vinculados à História da Arte e seus artistas.
- Saber construir um texto dissertativo com coerência.

Conteúdos
- História da Arte.
- Leitura de obras.
- Estética.

Tempo estimado
Duas aulas.

Materiais necessários
Cópias da reportagem “Na casa dos artistas” (BRAVO!, Ed. 172, dezembro de 2011) para todos os alunos; computador com data show e acesso à internet para mostrar imagens aos alunos; lápis grafite; papel de monobloco.

Introdução
A reportagem “Na casa dos artistas”, publicada em BRAVO! (Ed. 172, dezembro de 2011) fala sobre o trabalho do italiano Giorgio Vasari (1511-1574), considerado o primeiro crítico de arte da história. No século 16, Vasari explorou o gênero biografia em seus textos e escreveu sobre as vidas de inúmeros artistas.
A reportagem é um bom mote para trabalhar com os alunos a seguinte questão: se no campo teórico da arte, as diferentes maneiras de se tratar de conceitos, movimentos ou trajetórias individuais atravessam séculos e passam pelas mais variadas abordagens, o trabalho com arte inserido dentro do contexto escolar também deve voltar sua atenção para a forma de tratar os aspectos conceituais relacionados à disciplina artística?
Primeiramente, é possível citar como experiência no Brasil nos anos 1980 a introdução da Metodologia Triangular de Ana Mae Barbosa, diretamente influenciada pela DBAE (sigla para Discipline Based Art Education, proposta de ensino de Arte desenvolvida nos Estados Unidos na década de 1980, fundamentada pela parceria entre a produção artística, a História da Arte, a Crítica e a Estética).
Vale lembrar que a estrutura definida na Metodologia Triangular foi alterada nos anos 1990, quando a ideia de “apreciação artística” foi substituída pelo conceito de “leitura de obras de arte”.
O conceito de apreciação em Arte, também incluído nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) da disciplina, expõe as situações de estudo e análise de obras, artistas ou movimentos em sala de aula. Por isso, é importante que seus alunos compreendam a importância da crítica e da História da Arte para as aprendizagens de leitura de obras.

Desenvolvimento
1ª AULA – Exercícios de leitura de obras de arte
Comece a aula explicando aos alunos que, nos próximos encontros, vocês irão trabalhar as noções de estética e de leitura de obras de arte. Pergunte à turma o que é a Arte para eles e peça que mencionem o que observam em uma obra de arte: a beleza? Os materiais de que é feita? Eles procuram saber algo sobre o artista ou o contexto de produção daquela obra?
Em seguida, mostre à turma um dos vídeos da série “Obra revelada”, disponível em http://abr.io/obra-revelada. Trata-se do depoimento de Edilson de Souza, funcionário da Pinacoteca de São Paulo. Na gravação, ele fala sobre uma obra de arte de que gosta, mesmo sem ter estudado nada a respeito do assunto. A tela em questão chama-se “Ventania” e foi pintada em 1888 por Antonio Parreiras (1860-1937).
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Depois da exibição do vídeo, de mais ou menos dez minutos, conte à turma que a série foi produzida pelo professor Jorge Coli, um dos mais importantes pesquisadores de arte do país. Em seguida, reserve um tempo da aula para que os alunos comentem suas impressões a respeito do depoimento do funcionário. Que leituras ele faz da obra?
Depois, distribua cópias da reportagem de BRAVO! aos alunos e façam uma leitura coletiva do texto. Explique quem foi Giorgio Vasari e comente que seus escritos e biografias de artistas mudaram o que conhecemos a respeito da História da Arte. Afinal, ele foi o primeiro grande crítico da história, responsável por registros importantes dos feitos de artistas bizantinos e renascentistas. Peça que os alunos comentem o que compreenderam da reportagem, tentando fazer associações entre a forma de observação e registro utilizada por Vasari e o depoimento do funcionário Edilson de Souza.
Como lição de casa, solicite que cada aluno escolha uma obra de arte de que gosta e escreva um breve texto explicando os motivos de sua escolha. Para a próxima aula, ele deverá trazer seu comentário escrito e a reprodução da obra selecionada, para que o material seja compartilhado com os colegas.

2ª AULA – Socialização dos textos sobre obras de arte
Retome as discussões da aula anterior, sobre diferentes maneiras de se perceber ou ler obras de arte e organize uma discussão para que os alunos exponham seus argumentos a respeito das obras que analisaram em casa. Peça que, antes de cada explicação, as reproduções das obras selecionadas sejam mostradas aos colegas.
Depois de socializados os textos, comunique que você vai apresentar a imagem de outra obra de arte importante para a história. Neste momento, entregue aos alunos uma reprodução (ou projete na tela, caso sua escola disponha de um data show) do trabalho “Roda de bicicleta”, feito em 1913 por Marcel Duchamp.
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Deixe que os alunos observem a obra por alguns minutos e façam comentários entre si. Em seguida, permita que eles socializem suas impressões com a turma e complemente as opiniões dos estudantes com informações sobre o contexto de produção dos chamados ready-mades de Duchamp: objetos tirados de seu contexto ou função usual e elevados à categoria de arte, seja por sua reorganização, seja pela forma como são colocados nos espaços expositivos.
Conte que, no contexto da Arte Moderna, a arte de Duchamp é desprovida de qualquer sentido heroico. Ele não desejava levar arte às massas nem beleza ao cotidiano. Duchamp também não estava preocupado em corrigir as imperfeições da natureza ao produzir obras belas (como ocorria na pintura do Renascimento). Desde o final do século 19, o objetivo de Marcel Duchamp e de outros artistas modernos era refletir sobre o próprio fazer artístico. O mais claro e contundente convite de Marcel Duchamp nesse sentido são seusready-made. Ao tirar um objeto comum de seu contexto e elevá-lo à categoria de arte, ele anunciava ao mundo: a habilidade manual do artista já não basta para definir uma obra.
Na realidade moderna, tomada pelas mais diferentes possibilidades de reprodução, o pensamento do autor por trás de seu trabalho, a ideia e a concepção das obras tornam-se mais importantes que a busca pela perfeição estética. Para Duchamp, instalar uma roda de bicicleta sobre um banco era um jeito de fazer com que o espectador deixasse de vê-la como parte da bicicleta e passasse a admirá-la por seus contornos. O que torna essa roda uma peça valiosa no mercado de arte, contudo, não é sua beleza, mas a “sacada” do artista. O deslocamento do objeto é o que agregava valor a ele. E Duchamp foi um mestre na escolha de seus ready-mades, como o “Porta-garrafas” e a “Fonte”.
Reitere para a classe que na Arte, assim como em outros campos de estudo, é muito importante buscar informações sobre o que se está observando e que grande parte destas informações podem ser obtidas em livros ou em apresentações orais.
Como lição de casa, peça aos alunos que escolham uma nova obra de arte para análise, comparando-a a obra analisada anteriormente. Desta vez, é importante que os estudantes não argumentem apenas com base em suas impressões, mas busquem informações a respeito do contexto histórico de produção e exibição das obras. Você pode orientá-los levando para a sala artigos escritos por críticos e curadores, como alguns trechos do livro Vida dos Artistas (Martins Fontes, 2011), escrito por Giorgio Vasari.

Avaliação
Leve em conta os trabalhos escritos e as apresentações dos alunos em sala. Observe se todos compreenderam a importância de se fazer a leitura de obras de arte com base em informações que estão para além da simples observação da obra e analise se todos compreenderam a diferença entre estética e arte. Se desejar, complemente a explicação mostrando à turma uma experiência real de alunos de uma escola de São Paulo que aprenderam a fazer a leitura de obras a partir de uma visita à Bienal:http://abr.io/video-bienal

Consultoria Carlos Arouca, Professor de Arte da Escola Vera Cruz, em São Paulo.

Fonte: Revista Bravo - Artes Visuais


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sábado, 15 de outubro de 2011

Pós Impressionismo



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sábado, 23 de abril de 2011

Impressione a turma sabendo antes o que o professor vai dizer na aula

20/04/2011 - 17h00
Impressione a turma sabendo antes o que o professor vai dizer na aula
da Livraria da Folha


Não durma no ponto. Faça bem seu dever de casa, busque informações exclusivas, impressione nas lições

Dominar um conhecimento é a melhor arma para fugir das panelinhas violentas de uma escola. Às vezes, alguns estudantes esquecem que o objetivo de sua presença no colégio é se preparar o melhor possível para a guerra do primeiro emprego, o crescimento intelectual, tornando-se um adulto consciente de seus talentos e responsabilidades. Brigas, picuinhas, fofocas e outras algazarras só servem para atrasar seu caminho rumo à independência e ao sucesso. O melhor a fazer é se esforçar para ser fera no aprendizado, destacar-se por sua sabedoria, em meio à gente sem noção que se entrega aos seus instintos animalescos.


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 Planejar seu desempenho na aula, por exemplo, é uma tarefa básica no treinamento de suas habilidades de comunicação. Antes de conseguir seu emprego, você já vai exercitando como captar ideias, expressar opiniões, impressionar a plateia. Comece isso com seus professores, que costumam valorizar mais quem mostra iniciativa, incentiva o debate e tem na ponta da língua o conteúdo das disciplinas. Nessa luta para conseguir boas notas, surgem inimigos: a preguiça, a baixo autoestima, o interesse por outras coisas, como lazer e namoros, ou as distrações com amigos vampirescos, que só sugam seu tempo e energia.
A leitura de obras de referência pode ser sua aliada no seu trabalho de conseguir conhecimentos exclusivos, mais aprofundados, ou em resumos que servem de bússola para uma rápida navegação sobre as linhas gerais de um assunto. Em outras palavras: tenha sempre uma carta na manga na hora em que faltar tempo para preparar sua participação nas aulas.

Divulgação

 A Livraria da Folha testou obras capazes de facilitar seus estudos. São textos em linguagem fácil, direta, que explicam rapidinho o que os professores costumam apresentar nas aulas. Mas é importante lembrar: não basta decorar resumos de livros. Uma aprendizagem eficiente só é alcançada com discussões críticas sobre o conteúdo até que você forme seu próprio ponto de vista.
"Cultura Geral: Tudo o que se Deve Saber"

Em quase 500 páginas, traz resumo das principais questões da história, da literatura, da arte, da música, da filosofia e da ciência. Os últimos capítulos indicam seleção de "livros que mudaram o mundo", com curtos comentários sobre as obras. Indicado para quem não entendeu o que seu professor disse sobre a evolução da sociedade ao longo da história e as ideias mais importantes abordadas nos livros escolares.

Divulgação
Cada página do livro "Ideias que Mudaram o Mundo" é ilustrada
"Ideias que Mudaram o Mundo"

Fotos e ilustrações ajudam a fixar o conteúdo. A diagramação das páginas é moderna e colorida, com explicações sucintas sobre as ideologias mais marcantes. O mérito é organizar bem os temas com várias referências. Aprenda a pronunciar bem os nomes dos pensadores, entenda por que eles chegaram a essas opiniões e arremate explicando como isso resultou no mundo de hoje.

Divulgação

Marilena Chaui analisa a atividade e as diferentes definições de filosofia


"Filosofia"

Para dar um salto na aprendizagem, busque as bases do conhecimento, saber como cada época vê a realidade. Em 2012, a filosofia ganhará mais espaço no currículo. Não tema encarar conteúdos abstratos. Neste livro, saiba o que fizeram os gênios pioneiros em pensar questões como a existência de Deus, a vida após a morte, o amor, a amizade, a moral, entre outros.

"Boas-Vindas à Filosofia (Vol.1)"

Cuidado com livros antigos. Eles podem estar desatualizadas. Nada pior do que tentar bancar o sabichão e pagar de desinformado. É por isso que as editoras lançam edições renovadas, adicionando novos conteúdos. Para não fazer feio nas aulas de filosofia, o que há de novo é a coleção Filosofias: o Prazer do Pensar, coordenada pela prestigiada filósofa brasileira Marilena Chaui.

Divulgação

Edição especial reúne livro e DVD que narram a história do Brasil
                                                                                                                                     "Brasil: É Muita História"
Não fique só nos livros. Pegue filmes, documentários e outros recursos audiovisuais, mão na roda para lembrar do que você aprende. A história do Brasil, por exemplo. Este box traz o livro mais atualizado (até o governo Lula) e um DVD em que o escritor Eduardo Bueno conta com a participação do apresentador Pedro Bial. Com muito bom humor, os dois revelam os bastidores dos principais fatos ocorridos no Brasil.




"Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil"

Quer polemizar na aula com perguntas incômodas sobre história? Esta obra é uma coletânea de pesquisas históricas desagradáveis, temas espinhosos e vexames de personalidades consideradas heróis nacionais.


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quarta-feira, 9 de março de 2011

Arte em andamento: releituras, influências e citações na criação artística

Janeiro/2011

As obras de Cândido Portinari e Pablo Picasso são tema de reportagem da BRAVO! de janeiro de 2011. Aproveite o texto, as imagens de referência disponíveis neste site e o plano de aula abaixo para discutir com a turma o processo de criação artística.

Carlos Arouca


Objetivos

Entrar em contato com o processo de criação de um artista;
Reconhecer influências estéticas;
Criar produções artísticas com base em grandes obras;
Valorizar a pesquisa e os estudos gráficos na criação artística.


 
Conteúdos

Desenho e pintura;
Leitura de imagens;
Obras de Candido Portinari e Pablo Picasso.


Tempo estimado
Cinco aulas.


Material necessário:

Computador com datashow (ou cópias coloridas das imagens sugeridas neste plano de aula); lápis grafite; caderno para anotações; papel craft; lápis coloridos; rolinho para pintura; giz de cera, tinta guache branca; tintas coloridas guache ou tinta acrílica.

Desenvolvimento

1ª aula: "Guerra e Paz" de Portinari

Inicie a aula apresentando aos alunos o tema que será estudado: as representações de situações de guerra e de paz produzidas por alguns artistas e a influência deles sobre o trabalho de outras pessoas.

Pergunte aos alunos que elementos (figuras, cores, locais etc.) eles utilizariam se tivessem que criar uma pintura sobre guerra. Anote no quadro os elementos citados.

Conte à classe que, em diferentes épocas, artistas retrataram os horrores de inúmeras guerras por meio de diversas formas de expressão. Apresente aos estudantes os painéis de Candido Portinari intitulados "Guerra e Paz", disponíveis no site http://www.guerraepaz.org.br./ Se possível, projete as obras na sala, caso contrário, utilize cópias impressas.

Comece explorando com a turma o painel Guerra e proponha que procurem nele os elementos citados anteriormente. Em seguida, aproveite a ferramenta de zoom disponível no site para aproximar a obra e observar os detalhes da pintura. Reserve cerca de dez minutos para que os alunos socializem as impressões que tiveram a respeito da pintura.

Ainda no site, clique na palavra "Paz", acesse o segundo painel e repita a sequência de observação acima.

Deixe a imagem do painel "Guerra" projetada na parede e proponha que cada aluno faça um desenho inspirado em um detalhe da obra que achou mais interessante. Reserve os últimos minutos da aula para a realização da atividade e, caso seja necessário, peça que finalizem em casa e tragam o resultado na aula seguinte.


2ª aula: apresentação de trabalhos e discussão sobre influências na Arte

Inicie a aula organizando uma breve exposição dos trabalhos a turma. Aproveite para comentar o processo de criação dos trabalhos. Convide os alunos a falar sobre suas obras, explicando como selecionaram os detalhes do painel de Portinari que usaram como inspiração.

Conte à classe que, assim como eles se inspiraram na obra do artista paulista para criar seus trabalhos, também Portinari tinha suas referências preferidas e obras que o influenciavam.

Pergunte se alguém já ouviu falar em Pablo Picasso ou em um trabalho seu chamado "Guernica".


Apresente para a classe uma imagem da obra e estimule os estudantes a falar sobre suas primeiras impressões a respeito dela. Conte aos alunos que o painel foi pintado por Picasso em 1937 para ser exposto no pavilhão da República Espanhola, na Exposição Internacional de Paris. A obra retrata o bombardeio alemão à cidade de Guernica, apoiado pelo ditador espanhol Francisco Franco.  

Em seguida, questione se eles reconhecem algum tipo de semelhança entre "Guerra e Paz" de Portinari e "Guernica" de Pablo Picasso. Dê um tempo para que a turma apresente suas opiniões.

Conte à classe que o tema não é o único fator comum às duas obras. Além dele, ambas possuem tamanhos muito grandes ("Guerra e Paz" é constituída de dois painéis de 14x10 m e "Guernica" possui 3,5 x 7,8m) e, para serem criadas, foram necessários inúmeros estudos.

Para finalizar, proponha à classe a criação de grandes murais coletivos para serem expostos no espaço da escola. Encerre a aula organizando os grupos e propondo que cada um escolha um tema para o mural que vai ser iniciado na aula seguinte.


3ª aula: criação de estudos antes de uma obra final

Organize a classe nos grupos definidos anteriormente. Apresente aos alunos alguns estudos feitos por Candido Portinari para seus painéis da obra "Guerra e Paz", disponíveis em http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/guerra-paz-portinari-616379.shtml. Discuta-os com a turma.

Em seguida, entregue aos alunos folhas tipo sulfite e peça que cada grupo faça alguns estudos relativos a seu painel. Sugira que reúnam algumas folhas para criar um esboço geral do painel e separem outras para estudos sobre os detalhes que serão desenhados.

Deixe que utilizem o restante da aula para a elaboração dos estudos. Acompanhe o processo de criação, estimulando todos os alunos a participar - seja desenhando, escolhendo cores ou sugerindo temas.


4ª aula: transposição dos estudos para o painel

Entregue a cada grupo uma tira de papel craft, ou similar, de aproximadamente 2 x 4 metros. Com o rolinho e a tinta branca, peça que cada grupo dê uma mão de tinta no papel para preparar a superfície que vai receber as imagens.
 
Quando a tinta secar, oriente os grupos para desenharem de maneira suave com lápis grafite as imagens em seus tamanhos e lugares finais. Proponha, então, que iniciem a pintura sobre o desenho - os alunos devem pintar primeiramente as cores de fundo e, só depois, os detalhes.


5ª aula: exposição dos murais e socialização de impressões finais

Depois de terminados os painéis, organize com a turma a exposição deles. O local escolhido pode ser a sala de aula, ou algum espaço coberto disponível na escola - como o pátio interno ou o corredor.

Na hora de preparar a exposição, peça que os estudantes prestem atenção no acabamento. Fitas dupla face ou "bolinhas de fita crepe" coladas na parte de trás da pintura costumam ser boas estratégias para fixar as obras sem estragá-las.

Com as obras expostas, dê um tempo para que os alunos observem os trabalhos dos outros grupos. Em seguida, reúna-os para que comentem os processos de criação e discutam os resultados alcançados.

Avaliação

Procure tomar notas sobre a participação de cada aluno durante o processo de criação dos painéis. Uma breve autoavaliação final pode ser uma ferramenta útil para facilitar a avaliação individual. Procure tirar fotos dos trabalhos finalizados para que sejam usados como referências no próximo ano.

 
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Consultoria Carlos Arouca, professor de Arte da Escola da Vila e da Escola Vera Cruz, em São Paulo


 
"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)

Fonte: Revista Bravo




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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Formação Profissional de Arte-Educadores


Este curso tem como objetivo formar e atualizar profissionais ligados à área infantil, através de ações criativas, ampliando a visão da educação.
O curso FORMAE foi realizado de 1978 até 1995 no Atelier de artes Helio Rodrigues, quando era sediado em Botafogo.
A partir de 2004, passou a ser realizado no Anil em Jacarepaguá, com ampliação e revisão de conteúdos, além de práticas do ensino da arte melhor equipadas, na ampla área especializada que constitui o atual atelier. O escultor e arte-educador Helio Rodrigues reestruturou este curso na intenção de fornecer conteúdos teóricos e práticos como suporte criativo-psico-educacional que ajudarão no desenvolvimento das crianças de 2 a 14 anos.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Comentário sobre Van Gogh


“ Freqüentemente se diz que Van Gogh foi altamente criador. Isto é verdade, sendo inclusive considerado como um dos grandes artistas que levaram à reformulação da pintura. Tanto do ponto de vista de material plástico, quanto da perspectiva da própria cultura e de captação anímica da pintura. Van Gogh fazia da natureza era uma transformação psicológica da sua percepção em formas plásticas. O quarto do artista é a visão que ele tinha da sua realidade.”
Psicologia da Arte por Juan Mosquera, página 18



Vocês são realmente excepcionais! A gente que lida com arte que passamos por diversos tipos de exposições, o resultado do que eu falo ou faço é proporcional a participação de vocês.
Alexandre Fester.


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trabalhos