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terça-feira, 10 de junho de 2014

Especialistas confirmam autenticidade de outorretrato de Rembrandt

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Folha de São Paulo 10/06/2014




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sábado, 15 de outubro de 2011

PAUL CÉZANNE Madame Cézanne em Vermelho


SERVIÇO EDUCATIVO, 

ASSESSORIA AO PROFESSOR

Aula do Mês - Novembro de 2006PAUL CÉZANNE
Aix-en-Provence, 1839 - 1906


Madame Cézanne em Vermelho
Óleo sobre tela, 89 X 70 cm, 1890-1894
Acervo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand -  MASP
A Obra
Hortense Fiquet, talvez modelo profissional, encontrou Cézanne em Paris no fim da década de1860 e em 1872 nasceu Paul. Casaram-se quatorze anos após o nascimento do filho, em 28 de abril de 1886.
A esposa foi retratada por Cézanne em vários quadros da década de 1890: Madame Cézanne na Varanda (c. 1890, Nova York, Metropolitan Museum), três versões deMadame Cézanne na Cadeira Amarela, uma no Chicago Art Institute (c. 1890) e duas em coleções particulares, ambas datadas entre 1890 e 1894. Em relação aos demais, Madame Cézanne parece estar nesse retrato, segundo Venturi (1936, p. 189), mais tranqüila, mais satisfeita, mais singela. As flores nas mãos conferem-lhe um ar mais simpático.
Camesasca (1989, p. 112) nota que o pintor busca uma análise formal livre de interferências psicológicas. Para Valsecchi, "a pose singela, a luz límpida como um cristal, que acentua a soberba realização plástica da figura, ressaltada pela lenta difusão do ritmo oval, são tão agradáveis quanto maciças, como nas figuras do jovem Giotto". As figuras de Cézanne são freqüentemente comparadas às de Piero dela Francesca pela monumentalidade e aparente falta de expressão. Elas são, de fato, marcadas por uma expressão que corresponde mais a seu temperamento, que à representação de um momento da vida interior.Cézannesuspende-as numa atmosfera pensativa. Valabrègue afirmou que os retratos do jovem Cézanne pareciam mostrar alguma vingança por alguma maldade que o modelo houvesse feito contra ele.
A partir de 1875, a agressividade dá lugar a uma busca da essência interior dos retratados; tal atitude acentua-se depois da dispersão dos impressionistas em 1878. Nos retratos da mulher realizados nos anos de 1890-1894, essa pesquisa torna-se mais radical, ao isolar progressivamente o modelo do contexto exterior, com o desaparecimento do espaço cúbico da perspectiva tradicional (Ponente).
O quadro do MASP pode ser considerado uma reformulação sintética do retrato deMadame Cézanne na Cadeira Amarela (Venturi, n. 570). O fundo abstrato assume um valor importante e tende a colocar-se no mesmo plano da figura, adquirindo a mesma densidade. Cézanne busca um balanço de tensões plásticas, embora precário, e não a justaposição de planos organizados da superfície (Clay). Esse balanço reflete suas dúvidas e a série de tentativas em que consiste o processo de criação para o artista (Schapiro), evidenciando na obra uma dimensão temporal, o "arrepio da duração", como descrevia o próprio Cézanne.

O Artista
Filho de um banqueiro, cresceu numa rica família burguesa. Estudou no Collège Bourbon de Aix, onde se tornou amigo de Émile Zola, amizade que perdurou longamente.
Após terminar os estudos de Direito, viajou, em 1861, pela primeira vez a Paris, onde freqüentou o Louvre para copiar grandes pintores venezianos e holandeses, mas sobretudo Velázquez e Caravaggio.
Voltou a Aix e começou a trabalhar no banco do pai, mas em novembro de 1862 estava já novamente em Paris, onde compareceu ao Salon des Refusés, admirou a pintura de Delacroix e de Courbet e conheceu Pissarro, que devia contribuir em muito para sua orientação artística. De Aix, onde se instalara a partir de 1864, começou a enviar aos Salons oficiais obras que foram sempre rejeitadas. Nas estadas em Paris, sempre mais freqüentes, estreitou relações com os artistas do futuro grupo dos impressionistas e com os intelectuais e artistas que se reuniam na casa de Zola. A solidez construtiva de Courbet e o lirismo cromático de Delacroix tiveram grande importância nesta primeira fase da arte de Cézanne, também chamada de "romântica".
Daumier foi igualmente importante e a nova pintura de Manet, por quem Cézanne nutria grande admiração, não correspondida. Os quadros realizados entre 1865 e 1869 evidenciam a reflexão do artista sobre estes modelos (Nouvelle Olympia, A Pêndula Preta, 1869-1870, Paris, coleção Niarchos; Paul Alexis Lendo um Manuscrito a Zola, 1869-1870, São Paulo, MASP).
Com a guerra franco-prussiana de 1870, Cézanne mudou-se definitivamente para Aix e depois para L'Estaque, na baía de Marselha. Estimulado pelas pesquisas de Pissarro, eliminou o elemento narrativo das suas pinturas para reconstruir de modo sintético a percepção ótica subjetiva da realidade (A Casa do Enforcado, 1873, Paris, Musée d'Orsay). Em 1874 e em 1877, participou, sem sucesso, das exposições dos impressionistas no ateliê de Nadar.
As obras desta fase, caracterizadas por cores  mais claras e uma ordem compositiva mais severa, evidenciam a distância de Cézanne em relação ao impressionismo, patente em sua intenção, declarada, de "solidificar o impressionismo", isto é, de transformar a vibração da superfície cromática em definição do volume, na busca de uma síntese formal que identificasse os elementos básicos da linguagem da pintura.
Nas obras realizadas em Aix, entre 1883 e 1887, o controle formal na reconstituição das percepções torna-se ainda mais rigoroso. A cor transforma-se na síntese de tom e de espaço, as formas são aproximadas a uma geometria essencial, o cone, a pirâmide, o cubo, a esfera, que se identificam com a construção do espaço por parte da consciência.
Em 1886, Cézanne rompeu com Zola, reconhecendo a si próprio na figura do pintor fracassado Claude Lautier, protagonista do romance A Obra, publicado naquele ano. Foi o começo de um progressivo isolamento, que o levou a se concentrar ainda mais na própria pesquisa  artística. O sonho do pintor era elevar a uma dimensão clássica e monumental o novo sistema de valores inaugurado pela pintura impressionista, "refazer Poussin a partir da natureza", baseado na "petite sensation", reconstruída com dedicação incansável.
Por isso, retornou constantemente aos mesmos temas: vistas de L'Estaque e sobretudo da montanha Sainte-Victoire, naturezas-mortas, retratos da mulher. No último período de sua atividade, Cézanne realizou muitas composições de banhistas, até atingir dimensões monumentais (Merion, Barnes Foundation; Filadélfia, Museum of Art; Londres, National Gallery) e num grau de abstração cada vez mais acentuado. A partir do Salon des Independants de 1899, o interesse pela pintura de Cézanne, antes restrito a uns poucos colegas pintores, foi crescendo. Em 1904, o Salon d'Automne reservou uma sala ao pintor e, em 1907, foi realizada uma grande retrospectiva póstuma de suas obras. Naquele ano, Picasso pintava as Demoiselles d'Avignon e Braque irá se instalar em L'Estaque para pintar algumas paisagens que afirmam a presença de Cézanne nas raízes do movimento cubista.
De fato, toda a arte contemporânea deve à Cézanne o conceito de autonomia da forma e sua independência em relação aos dados naturais ou emocionais.
Luciano Migliaccio
Texto extraído do Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand 
Coordenação Geral: Luiz Marques 
São Paulo: Prêmio, 1998.


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bandeira de Mello - Eu existo assim


Sobre o artista


Nascido em 1929, Lydio Bandeira de Mello, premiado artista, é considerado um dos mestres da pintura no Brasil e influencia até hoje uma geração de novos talentos. O artista, professor de grandes acadêmicos da literatura e das artes, é considerado um eterno mestre... Toda essa reverência e convivência com os mais jovens, entretanto, serviram para que ele a cada dia valorizasse o interior dos seres humanos simples e excluídos da sociedade, e que, dentro de seu contexto ambíguo, merecem o mesmo respeito e dignidade dos intelectuais e poderosos.

Levando em consideração sua produção artística, rica em referências pictóricas, a exposição apresentada pretende a preservação da memória artística, tanto quanto a garantia da formação de opinião consciente, tendo como objetivo geral a divulgação da arte e produção artística brasileira, bem como o registro da associação entre a CAIXA e a Arte Brasileira.



Bandeira de Mello, Retrospecto


Obras de um dos maiores ícones da pintura moderna brasileira, Bandeira de Mello, poderão ser apreciadas na CAIXA Cultural São Paulo a partir do próximo dia 04 de dezembro na exposição “Bandeira de Mello, Retrospecto”, com entrada franca e livre para todas as idades. A mostra reúne cerca de 65 obras, entre pinturas, desenhos, estudos e projetos, uma cronologia ilustrada do artista, assim como a exibição de um filme produzido pela Sambacine, um depoimento do próprio artista sobre sua vida e obra. Parte das peças selecionadas para a mostra é inédita, provenientes do acervo pessoal do artista e foram restauradas especialmente para a mostra, trazendo novas e preciosas informações acerca de seu processo criativo e sua produção artística. A mostra se caracteriza pela singularidade de sua proposta, unindo tanto a parte artística de Bandeira de Mello quanto o seu lado humano, que poucos pesquisadores, admiradores e estudantes da arte conhecem. O artista reforça ainda que o cunho desta mostra é expor o lado sentimental do homem, o lado verdadeiro e sem fachadas, sem máscaras, descortinado através de sua obra.


Estréia dia 4 de Dezembro (sábado)


Até 16 de Janeiro, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h


Caixa Cultural São Paulo


Praça da Sé, 111 (Centro)


Tel: (11) (11) 3321-4400 ou (11) 3321-4406


Ingressos: Grátis


Lydio Bandeira de Mello Trabalhando
Galerias:
Nus:



"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Museu de Madri identifica obra de Bruegel, o Velho

23/09/2010 - 16h23

Museu de Madri identifica obra de Bruegel, o Velho

DA AFP, EM MADRI

O Museu do Prado de Madri identificou um novo quadro de Pieter Bruegel, o Velho (1525-1569), elevando assim para 41 o número de obras do pintor flamengo no mundo, anunciou nesta quinta-feira a ministra da Cultura espanhola, Angeles González Sinde.


A identificação deste quadro, intitulado 'El vino en la fiesta de San Martín', é 'um acontecimento excepcional', declarou a ministra, lembrando que 'há apenas 40 Bruegel no mundo. Há um neste museu e este vai ser o número 41'.

A pinacoteca madrilenha está atualmente em negociações com os proprietários espanhóis - cuja identidade não foi revelada - para comprar a tela.

Paul White/AP
Quadro que teve reconhecida a autoria de Pieter Bruegel, o Velho

O Museu do Prado ofereceu 'uma opção de compra muito vantajosa', disse González Sinde, informando que os donos 'preferem que esteja em uma coleção do Estado do que seja vendido a uma coleção privada'.

A direção do Prado não indicou, no entanto, qual poderá ser o preço dessa aquisição, enquanto a ministra afirmou que serão feitos 'todos os esforços necessários' para que as negociações sejam finalizadas com sucesso.

O Museu do Prado trabalha na restauração deste quadro desde fevereiro e pôde identificá-lo graças a uma radiografia que revelou fragmentos da assinatura de Bruegel 'o Velho' na parte inferior da obra.

Esta identificação torna-se ainda mais importante ao se considerar que se trata de um dos maiores quadros conhecidos do pintor até o momento (148x270,5 cm) e no qual ele empregou uma técnica que utilizou pouco, a de usar uma emulsão de cola no lugar de óleo como base.

O quadro, descrito pelo Prado como 'uma espécie de torre de Babel composta por bebedores', necessita de 'ao menos nove meses de restauração', disse Pilar Silva, responsável pelo departamento de pintura flamenga do Prado.

Caso a compra seja confirmada, será o segundo quadro de Bruegel 'o Velho' na pinacoteca madrilenha, que já possui 'El triunfo de la muerte'.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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