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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Painéis de Portinari inspiram espetáculo de dança em Nova York



Painéis de Portinari inspiram espetáculo de dança em Nova York
Os painéis Guerra e Paz, de Portinari, que estão sendo restaurados no Rio de Janeiro, inspirou o coreógrafo David Parsons a criar um novo espetáculo. Ele criou a peça em apenas três dias.






"A arte é a contemplação: é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É a missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer com que os outros o compreendam."
(Auguste Rodin)


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Arte - Por que estudar?

Arte
Por que estudar?

Mas que importância ela tem para a sua vida?
Esta pergunta tem muitas respostas. Uma delas foi formulada pelo filósofo alemão Nietzsche. Há mais de 2,5 mil anos, os gregos produziram na arte, literatura, ciência e filosofia uma grandiosa coleção de obras-primas, que estabeleceu os padrões de nossa cultura.

Nietzsche dizia que o povo grego era marcado por uma grande sensibilidade ao sofrimento e, ao mesmo tempo, tinha um grande talento artístico. Por isso, Para tornar a vida mais intensa e alegre, os gregos criaram a arte da aparência e da beleza.

Os gregos acreditavam que a beleza era uma mistura de harmonia, ordem e proporção. Por isso, eles construíram uma civilização sustentada no equilíbrio. O ideal de vida era a moderação. “Nada em demasia” – era uma idéia que servia de contraponto à violência dos instintos e paixões.

Mas depois de muitos anos cultuando a beleza, os gregos perceberam que as perdas e as dores não poderiam ser evitadas para sempre. Negar o sofrimento é negar a própria vida.

O teatro, no Ocidente, nasceu da tragédia grega. Sófocles, Ésquilo e Euripides foram os principais autores trágicos. Eles criaram tramas que até hoje são adaptadas para o teatro, cinema e a TV.

Em 1987, Dias Gomes adaptou para a novela “Mandala” a história de Édipo que, sem saber mata o pai, se casa com a mãe e fura os próprios olhos, como punição.

As tragédias gregas, como “Antígona”, representam as desgraças mais terríveis que se pode viver. As grandes questões da vida, que permanecem ao longo dos séculos, são discutidas em cena: a relação do homem com o tempo, a morte, a lei, com as suas paixões.
Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível, e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão, do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte, nos deixa comovidos.

Mas por que o sofrimento na vida real é tão terrível e na arte se tornaria uma espécie de prazer? Schiller, filósofo e dramaturgo alemão do século 18, diz que estar emocionado nos dá prazer, mesmo quando essa emoção é dolorosa. A dor, quando é experimentada como arte nos deixa comovido.

A gente só é capaz de se comover com a própria dor quando aprende a se distanciar dela. A arte cria este afastamento. Numa peça ou filme, por exemplo, você chora pelo herói, fica arrasado, mas na verdade, você está sentado numa cadeira. E o ator não está sofrendo de verdade. É um jogo.


“Se você dá o grito, se você dá o tiro em cena, se você fala maldita, você cura a platéia de ter que dizer isso na casa dela, de ela ter que ferir alguém, de ela ter que atirar em alguém”, diz a atriz Christiane Torloni.

Por tudo isso, a função da tragédia grega era, para Nietzsche, produzir alegria. Ao contrário do que parece, quando o homem se relaciona com a dor, por meio da arte, ele se fortalece. A tragédia é uma afirmação da vida.

“O artista é aquele que pula o abismo pela platéia”, define Torloni.
“Se ao artista vive a dor que tem que ser vivida, ele é o antídoto da dor no peito na platéia", diz Christiane Torloni.
O homem precisa de algum conhecimento para sobreviver. Para viver, ele precisa de arte.

Resumo do Texto Retirado do "quadro - Ser ou Não Ser - O papel da arte " exibido pela rede Globo no Fantástico.


"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."
(Mahatma Gandhi)


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sábado, 9 de outubro de 2010

0066. HISTÓRIA E CRÍTICA

HISTÓRIA E CRÍTICA

Possuindo embora vários pontos em comum, História da arte e crítica de arte são disciplina inconfundível. Denomina-se História da Arte a disciplina, evidentemente de cunho histórico, que estuda as diferentes artes, as visuais, sobretudo, sob todos os seus aspectos, tal como surgem, nos vários momentos de sua evolução. A Historia da arte originou-se na Grécia, durante o séc. IV a.C., com Douris de Samos, discípulo dos peripatéticos. Xenocrates de Sicion e Antigonos de Caristo, que viveram no séc. II a.C. escreveram ambos Histórias da Arte, de que subsistem alguns fragmentos.
Precursores dos atuais historiadores da arte foram também os periegetas, que descreviam as obras de arte que encontravam em viagem. É graças à descrição da Grécia de Pausânias, ele mesmo discípulo do Periegeta Polimão de ílion (séc. II a.C.), que sabemos da existência de autores como Deodoro e Meliodoro, atenienses ambos, já que seus escritos não chegaram até nós. Também a História natural, de Plínio o Antigo, possui Capítulos que são como um antepassado remoto da História da Arte.
Após a Antiguidade, a História da Arte iria ressurgir apenas com Giorgio Vasari, autor de famosa coleção de biografias de artistas, de Cimabue a seus próprios dias (1551). O exemplo de vasari cedo foi imitado em inúmeros países, e assim apareceram Sandrart, na Alemanha, Karel van Mander na Holanda, etc.
Com sua História da Arte entre os antigos, de 1764, na inaugurar Winckelmann não quis, ou não soube, aplicar esse método à arte de seu tempo, e foi apenas a partir da segunda porção do séc. XIX que a História da arte veio a se desenvolver dentro de critérios mais rigorosos. Burckhedt e G. Morelli, fundadores da critica estilística, são as figuras de maior relevo, no período considerado.
O século XX, emfim, tem visto o aparecimento de obras notáveis de História da Arte européia - e aqui cabe menção toda especial à fascinante História da Pintura nos Antigos Paises - Baixos, de Max J. Freidlander (14 volumes, 1924-1937), e aos admiráveis escritos de Bernard Berenson sobre a pintura italiana da Renascença -, como também da arte de povos e civilização até então relegados a injusto segundo plano, sendo de hoje o redescobrimento artístico de continentes inteiros, como América, África, e Ásia.
Quando a metologia da História da Arte, tomam os historiadores, como regra, a biografia de determinado artista, utilizando-a como ponto de partida para chegar a conclusões que obrigam a toda uma época. Tal método, contudo, vem caindo em desuso, e os atuais historiadores concentram-se de preferência na análise da evolução.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

0051. ARTE

ARTE

Na sua acepção mais ampla a réxvn dos gregos, a ars dos latinos e a Kunst dos alemães davam idéia de perícia, de habilidade adquirida em paciente exercício e voltada para um fim definido, fosse esse fim estético, ético ou utilitário. De acordo com o objetivo que tivessem, as artes se dividiam inicialmente em Belas-Artes buscavam o belo, as Artes de Conduta o bom e as Artes Liberais o útil. No sentido moderno, mas restrito, o termo arte só abrange as atividades humanas que se voltam para o estético, isto é, para as Belas-Artes. Num sentido figurado podemos falar na arte da guerra, na arte de cozinhar ou na arte de viver. Mas nenhuma dessas “artes” entraria numa lista séria das artes estáticas - arquitetura, escultura e pintura, com suas subdivisões - e as artes dinâmicas da música, da poesia e do teatro.
Limitada assim, a arte conserva seu sentido inicial de perícia adquirida em duro exercício da paciência - que levou os antigos a exclamarem com tristeza que a arte é longa e a vida breve - mas desafia uma definição completa. A arte passa a ser, em suma, a busca da beleza. Como, porém, definir a beleza? Existem cânones de beleza, mas ligados a suas épocas e a uma cultura determinada. É certo que as obras de arte não envelhecem, mas é impossível definir sua eternidade como fruto exclusivo de perícia e habilidade. Veja-se o caso de um dos supremos artistas de todos os tempo, Leonardo da Vinci. Ainda admiramos como curiosidade e como provam da grandeza geral do seu espírito os desenhos que deixou de uma máquina voadora e os pioneiros trabalhos de conforto doméstico que introduziu no palácio dos seus patronos.
Mas são brinquedos de criança precoce comparado aos aviões a jato e á calefação central.
Sua “Mona Lisa”,

Mona lisa, ou Gioconda - da Vinci.


Invenções Da Vinci.



no entanto, e sua “Ceia” são obras que não se deixam explicar pela imensa perícia e habilidade do pintor.

Sta. Ceia Da Vinci

Há nesses quadros um elemento de mistérios. Os cânones do seu tempo passaram e nenhum pintor original tentaria hoje repetir dentro dos mesmos princípios a arte pictórica de Leonardo. Mas no seu tempo, ou melhor, na sua intemporalidade a pintura de da Vinci viverá enquanto viverem os homens. A ciência envelhece porque é clara e explícita. A arte envelhece porque é clara e explícita. A arte é eterna porque a conserva o sal indefinível do mistério.
Inúmeras vezes, na história, a atividade artística tem sido considerada como supérflua e daí vai apenas um passo a considerá-la como obrigada a servir os objetivos da sociedade, ou, por outras palavras, do governo do dia. Da República de Platão, que censurava ou bania os artistas, á imensa irritação de Lênin com os poemas de Maiakovski (Só permitia deles uma pequena tiragem “para os bibliófilos e os excêntricos”) e á cólera com que Kruchtchov fulminou pelas críticas á Revolução contidas no Doutor Jivago, há todo um arco de desconfiança em relação a esses estranhos seres, os artistas, que voltaram para dentre o de si mesmos perícia e habilidade e produzem formas válidas como expressão do íntimo de todos os homens. Numa comunidade ocupada em produzir bens de produção e de consumo, o artista parece um parasita, que nada produz. No entanto, em relação á comunidade, está, na frase de James Joyce, forjando a consciência da raça. E nada perpetua melhor uma civilização do que sas formas artísticas que inventa.

Dois elementos parecem fundamentais á criação da obra de arte universalmente válida: a liberdade do indivíduo e a vitalidade do povo em que nasceu. Explicando sua tese da chamada literatura comprometida, ou littérature engagée, Jean-Paul Sartre deixou bem claro que não vê como literatura obrigada, do artista atrelado a um dogma. O próprio artista compromete sua arte, isto é, governa sua própria liberdade, mas para valorizá-la ao máximo. Mas ainda, a absoluta liberdade do escritor só se realiza e se completa na absoluta liberdade do leitor: “Vocês tem plena liberdade de deixar este livro sobre a mesa. Mas se o abrirem, ficam responsáveis por ele”. Só o impulso ético pode impor uma limitação consentida á criação estética, porque a obra de arte, continua Sartre, em Situations II, “é uma Paixão, no sentido cristão da palavra, isto é, uma liberdade que se põe resolutamente em estado de passividade para obter, por esse sacrifício, um certo efeito transcendente”.
O segundo elemento é a vitalidade do povo comunicada ao artista. Não são as épocas felizes do outono dos povos que produzem a arte mais profunda e orgânica e sim as épocas perigosas e brilhantes - a Grécia de Tucídides, a Florença de Dante, a Inglaterra elizabetana e a Ibéria do tempo dos descobrimentos. Se quase cada artista tem sua definição de arte de Wordsworth, de “emoção relembrada com serenidade”. São épocas de arte como emoção apanhada em pleno vôo e pulsando ainda de vida e paixão. É proverbial o fato de que Dante, na Divina Comédia, o mais belo dos poemas jamais escritos, tenha povoado o inferno de tantos desafetos seus. Talvez esses grandes artistas das grandes épocas caibam melhor na definição de arte que tem Malraux no prefácio de Lê Temps du Mépris: a tentativa “de dar aos homens consciência da grandeza que ignoram em si mesmos”.

A função da arte é criar beleza. Mas a beleza não é ornamento dispensável e sim uma necessidade fundamental do ser humano. Os mais primitivos índios do Xingu fazem suas panelas em forma de animais e pintam até as pás que a arte só floresce onde há felicidade e conforto. Mesmo uma criança pobre e triste fará desenhos na areia da primeira praia que pisar. E mesmo no horror da sua breve vida amenina Ana Frank criou uma obra de arte com seu diário. Sem a indefinível arte que fixa o Livro de Jô, o Bhagavada-Gita, os hinos de Zoroastro. Através da infinita mutação dos estilos dos conceitos de proporção e de harmonia, a arte, em cada fase da história da humanidade, impõe uma ordem ao mundo e dá novas formas á angústia dos homens.

Enciclopédia Barsa Editor; William Benton.Volume 2 página 196 á 197.


“Vivemos graças ao caráter superficial de nosso intelecto, em uma ilusão perpétua. Para viver necessitamos da arte a cada momento, nossos olhos nos retêm formas, se nós mesmo educarmos gradualmente esse olho, veremos também reinar em nós uma força artística, uma força estética”. Nietzsche


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